FORMAÇÃOLITURGIA DIÁRIA

SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS – “OPÇÕES QUE CONDUZEM À SANTIDADE” – 06 de Novembro de 2022 – Ano C

Deus é Santo e, desde o início do mundo, decidiu comunicar a sua santidade ao ser humano. Elegeu um povo, definiu patriarcas, chamou os profetas, escolheu algumas mulheres. Na plenitude dos tempos, Jesus, Filho de Deus, que também é Senhor e é Santo, transmitiu a sua santidade à Igreja, por meio dos sacramentos, que trazem aos homens a vida de Deus. Por Seu Espírito sustenta e santifica toda a humanidade. Desta forma a santidade cristã está aberta a todos.

Hoje, celebramos o mistério da comunhão dos santos. Eles estão junto de Deus como nossos intercessores, pois compõem o Corpo Místico de Cristo que é a Igreja dos bem-aventurados. Os santos estão junto de nós com seus testemunhos, a caridade que viveram que nos servem de inspiração. Partindo deste princípio podemos refletir sobre a vida dos santos e sobre seus testemunhos.

Estes não são seres especiais, são homens e mulheres como nós, que souberam doar suas vidas na obediência ao Senhor e no serviço aos irmãos. Então quem pode ser santo? Deus faz este chama[1]do a cada um de nós. Pelo Batismo recebemos essa graça.

O Papa Francisco em sua Exortação Apostólica “Alegrai-vos e Exultai: Sobre o chamado à santidade no mundo atual” nos diz: “Todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra” (n.14). O chama[1]do é para todos. A santidade não é o fruto do esforço humano. Por mais que tentemos, sozinhos não conseguiremos. A santidade é um dom do amor de Deus. É a resposta do homem à iniciativa divina.

Jesus utilizou o termo “Bem-aventurados”, para definir aqueles que fazem a vontade do Pai, aqueles que são santos e vivem a santidade. Esse termo não é tido aqui como um prêmio, mas como uma condição de vida, um compromisso, uma missão. As bem-aventuranças são a promulgação da nova constituição do povo de Deus. Não tem discriminação, nem fronteiras.

A Nova Aliança é estabelecida com os pobres, aflitos, mansos, famintos e sedentos de justiça. Características dos que são chamados a viverem a misericórdia, a solidariedade, a pureza e a paz. A Nova e Eterna Aliança é com todos e para todos. Assim, também é a santidade.

Santos são: os pobres em espírito, aqueles que confiam plenamente em Deus e rejeitam toda espécie de idolatria (poder, fama, riqueza, imoralidades etc).

São os aflitos aqueles que compartilham o sofrimento dos outros e consolam-se em Deus; são os mansos, ou seja, os que não respondem à violência com violência e sim com amor; são os famintos e sedentos de justiça, pois a desejam e praticam; são os misericordiosos: os que voltam o seu coração para o pobre, o miserável; são os puros de coração que conservaram a integridade e não agem com segundas intenções; são os que pro[1]movem a paz, pois criam laços de amizade; são os perseguidos por causa da justiça: os que sofrem para que o projeto de Deus continue firme.

Só consegue viver as Bem-aventuranças quem se deixa conduzir e sustentar pelo Espírito Santo. Os santos e santas são pessoas que souberam escutar o chamado do Senhor e foram fiéis a ELE.

E quanto a nós o que podemos fazer? Se conseguirmos ser assim, vivendo os valores do Evangelho e seguindo o testemunho dos santos, herdaremos o grande presente de Deus: seremos chamados seus filhos (2ª leitura – 1Jo 3,1-3), contados entre o número dos eleitos. Considerados como os que fizeram a experiência de Jesus Cristo (1ª leitura – Ap 7,2-4.9-14).

Assim, celebrar a festa de Todos os Santos é uma oportunidade de revermos nossa caminhada cristã e, ao mesmo tempo, planejarmos os futuros passos da missão.

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