33º Domingo do Tempo Comum – “PERMANEÇAM FIRMES E CONSERVARÃO SUAS VIDAS” – Dia Mundial dos Pobres – 13 de Novembro de 2022 – Ano C
A liturgia de hoje nos fala do fim dos tempos. O fim das aparências e daqueles que não querem ver o Reino de Deus acontecer.
Na Primeira Leitura (Ml 3,19-20 a), o Profeta fala dos soberbos e malfeitores. Esse tipo de gente está por toda parte e não sabem o que é limite para a injustiça e exploração. Neles o mal trabalha sem parar. Mas o dia do Senhor vai parar essa maquinação diabólica. O mal, um dia, terá o fim. O amor não, o amor nunca acabará!
O Evangelho (Lc 21,5-19) mostra que é preciso superar a superficialidade para contemplar e viver o essencial. O texto descreve pessoas deslumbradas com a beleza do templo, enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Ainda hoje encontramos comunidades e pessoas preocupadas apenas com a beleza do templo.
Não estão preocupados com a missão de Jesus. Aliás, diante desta beleza externa, Jesus alerta para a finitude das mesmas. Neste mundo, tudo passa, tudo tem um fim, sobretudo os bens materiais. O que não passa são os valores do Reino. Não podemos colocar nossa confiança, esperança e fé nas coisas efêmeras. Geralmente, esta inversão acontece quando descuidamos da oração, da vida em família, da relação fraterna com os amigos; quando não reconhecemos a presença de Deus na vocação que recebemos, no trabalho que temos, na comunidade que frequentamos.
Enfim, existe uma série de situações que revela nossa pobreza espiritual. É importante entender que Jesus fala da destruição, fim, de tudo aquilo que representa mera aparência. Ele quer pessoas comprometidas com a vida. Que nossas comunidades sejam espaço de conversão, justiça e paz.
Ainda no texto, Jesus diz que existem falsos profetas. Muitas propostas surgirão, mas poucas serão verdadeiras e concretas. Diante disso, é preciso atenção, oração, discernimento e firmeza para não desviar do caminho do Reino. Cada dia é uma oportunidade para conversão pessoal e vivência do Reino com os irmãos.
Também hoje precisamos enfrentar as dificuldades que estão presentes dentro de nossas comunidades e famílias. Paulo, na Segunda Leitura (2Ts 3,7-12), oferece seu próprio exemplo: não se deve viver na ociosidade, mas ir à luta! Ele ainda afirma: “entre vós há alguns que vivem à toa, ocupados em não fazer nada”.
O cristão verdadeiro se empenha para a construção do Reino de Deus entre nós. Não se acomoda, mas propõe, interage, promove, recria. Está sempre atento para evidenciar os valores do Reino e vivê-los junto aos irmãos. Renova sua maneira de pensar e agir para manifestar a graça de Cristo. Fica firme nos seus propósitos, pois sabe que sua meta é a vida eterna.
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