FORMAÇÃO

6º Domingo do Tempo Comum

A liturgia deste domingo nos exorta a mantermos nossa missão, nossa vocação optando livremente pelo anúncio do projeto de Deus, de anunciar a construção de uma nova sociedade onde a sabedoria de Deus triunfará e os marginalizados deste mundo a conhecerão. A moral cristã deve levar-nos a colocar a lei a serviço do Amor. Confiemos em Deus para sermos felizes, pois Ele é a nossa segurança, sempre.

Na  1ª leitura (Eclo 15,16-21) podemos destacar “Diante de ti, Ele colocou o fogo e a água; para o que quiseres, tu podes estender a mão. Diante do homem estão a vida e a morte, o bem e o mal; ele receberá aquilo que preferir”. Consequentemente, cada um de nós é sujeito de sua felicidade ou desgraça, à medida que tiver feito escolhas a favor da vida ou da morte. O Senhor deseja que todos escolham o caminho da vida, da salvação, não por imposição, mas como valores a serem assumidos na liberdade.

O Salmo 118 (119), o mais longo do saltério, expressa a fé e a confiança na palavra de Deus, ensinando a cumpri-la e a guardá-la de todo o coração. À medida que amadurecemos e vivendo na lei do Senhor, vamos reconhecendo a ação providente e generosa do Pai.

Na 2ª leitura (1Cor 2,6-10), Paulo fala da misteriosa sabedoria de Deus, pois, se os poderosos deste mundo a tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória. Nossa natural inclinação ao bem foi atingida, de modo que, muitas vezes, como nos diz o próprio São Paulo, “não faço o bem que quero, mas o mal que não quero”.

 “o que Deus preparou para os que o amam é algo que os olhos jamais viram nem os ouvidos ouviram nem coração algum jamais pressentiu” escreve São Paulo. (1 Cor 2, 8)

O Senhor deseja que tenhamos a Lei do Amor-Caridade em nossos corações. Assim, mais do que uma vivência exterior e superficial do cristianismo, é preciso amar como Jesus amou: amar a todos e perdoar a quem nos agride; cultivar a cada dia um novo modo de relacionamento com o nosso próximo; viver o matrimônio sem egoísmos e irresponsabilidades; falar a verdade sem artifícios.

“Seja o vosso ‘sim’, ‘Sim’, e o vosso ‘não’, ‘Não’. Tudo o que for além disso vem do Maligno.” (Mt 5, 37) – estar, enfim, no mundo como reflexo do Cristo que vive em nós.

Vamos nos orientar pelo amor que Ele nos ensinou, pois só assim poderemos entender quem seríamos nós sem Seu amor, sem seu carinho de Pai. Deus respeita totalmente nossa liberdade de escolha, não nos força a nada: se escolhermos bem, escolhemos a felicidade eterna; se escolhemos o mal, optamos pela ruína, pelo pior fim. 

‘Maduros na fé, anunciadores dos valores da vida.’

A paz de Jesus a todos!

Fonte: Reflexão baseada no livro mensal Igreja em Oração – Nossa missa no dia a dia – Ano A – Fevereiro – 2020 – Ed. CNBB – pág. 74-78.

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