JUVENTUDE CATÓLICA

Entende-se por católico, aquela pessoa que aderiu à Igreja Católica para o seguimento a Jesus Cristo. Ser católico não é só dizer que é, mas seguir com amor o que Ela, A Igreja, nos apresenta e nos propõe para um seguimento fiel ao seu fundador, Nosso Senhor Jesus Cristo. Deve-se escutar sempre a Palavra de Deus e praticá-la, observar os mandamentos de Deus e da Igreja, servir e amar os irmãos, participar das pastorais e movimentos, celebrar os Sacramentos, especialmente a Eucaristia, Ápice da Vida da Igreja.

Ser católico não é fácil, menos ainda nos tempos modernos. As críticas à Igreja e à Doutrina Católica são bastante, o protestantismo aumenta a cada dia, os fieis cada vez mais dispersados no mundo. Se para os mais experientes é difícil, quanto mais para um jovem, que sempre está em mudança, com sua garra e disposição, agitado, sempre em discernimento. Como ser um jovem católico ativo na Igreja?

Diria que essa relação entre o jovem e a Igreja é uma relação de mútua dependência: os jovens precisam da Igreja, com necessidade vital; e a Igreja precisa dos jovens, porque são uma parte importante do Povo de Deus. Através da Igreja os jovens chegam ao conhecimento de Jesus Cristo: Deus feito homem, a resposta às inquietações mais profundas, a fonte da verdadeira felicidade. Eles e elas dão à Igreja vida nova, quando descobrem com entusiasmo a figura e a mensagem de Cristo, e transmitem o entusiasmo dessa descoberta às novas gerações. Neste sentido, eles são a Igreja, e constituem, com os pobres e os doentes, um tesouro especial.

Naturalmente, a relação da Igreja com os jovens também tem obstáculos e dificuldades: por um lado, durante a juventude experimenta-se a esperança e a generosidade, mas também não poucas dificuldades, por outro, os jovens nem sempre entendem adequadamente a verdadeira natureza da Igreja, talvez por causa daquilo a que poderíamos chamar problemas de comunicação, próprios deste tempo, caracterizado por excesso de informação e falta de orientação. Essa circunstância desafia os católicos a atuar com consciência e responsabilidade de filhos de Deus; e a continuar empenhados em transmitir com coerência o essencial da nossa fé.

Ser um jovem católico nos proporciona novas conquistas, amizades, um bom relacionamento com o próximo e um grande amigo: Deus. O jovem é bem querido na Igreja e é o futuro desta mesma Igreja. Por isso vamos aderir com amor a proposta da Igreja em seus ministérios diversos e servir a Deus na observância da Palavra, Eucaristia, Caridade e anunciar o Cristo, que é Caminho, Verdade e Vida.

Objetivo:

– Desenvolver uma maior espiritualidade e intimidade com o Senhor através de formações doutrinais e criar um espírito de unidade entre os membros.

Estrutura Mensal:

– Reunião Formal

– Reunião Informal

– Terço, Adoração e Missa.

Padroeiro:

– São Felipe Neri, conhecido como o “Santo da Alegria”, pela forte presença da verdadeira alegria missionária que o acompanhou ao longo de toda sua vida.

Nascido em Florença, na Itália, em 1515, Felipe perdeu sua mãe enquanto ainda era criança. Aos 18 anos, a convite de um primo comerciante, foi à cidade de São Germano, para auxiliá-lo no comércio. Mesmo se dedicando ao serviço, o jovem viu que não levaria jeito para aquele ramo. Quando fez 20 anos, atraído por um instinto divino, partiu para Roma, onde estudou filosofia e teologia.

Felipe, porém, não desejava ser padre naquele momento de sua vida, mas viveu com fervor a sua espiritualidade, difundindo sua alegria vinda do próprio Cristo a todos os que o cercava, através da oração e do recolhimento. Jamais se esquecia dos pobres, cuidava dos doentes, dos órfãos e dos desamparados. Andava pelas ruas de Roma apresentando Jesus àqueles que não o conheciam e convertendo muitas pessoas.  Até mesmo Santo Inácio de Loyola chegou a convidar Felipe para ingressar na Companhia de Jesus, mas ele preferia viver como o “piedoso mendigo” pelas ruas da cidade.

Certa vez, ao escutar sobre o serviço apostólico de São Francisco Xavier nas Índias, questiona-se se deve ir até o outro lado do continente para servir no apostolado, porém a resposta um padre seu amigo logo lhe dá a resposta: “Felipe, Roma será a tua Índia!”.

Era um homem misericordioso e profundamente ligado aos mistérios de Cristo. Ao longo de sua vida, recebeu diversas manifestações sobrenaturais vindas de Deus, como quando, na madrugada de Pentecostes de 1545, ao rezar na catacumba de São Sebastião (o que fazia com frequência), sentiu- se encher de uma força divina tão forte, que seu coração não aguentou tamanha graça e aumentou de tamanho, forçando inclusive suas costelas, que se adaptaram ao seu grande coração, então modelado pelo Espirito Santo. São Felipe recebia essas graças com tanta força, com tanto calor, que às vezes dizia “Basta Senhor, basta! Meu coração não aguenta de tanta alegria, de tanta consolação!”.

São Felipe teve relações com todos os santos que viviam então em Roma: São Carlos Borromeu, São Camilo de Lelis, Santo Inácio de Loyola e São Félix de Cantalício. Aos 36 anos, foi ordenado padre, promovendo santos exercícios, debates, conversas acerca dos assuntos de Deus, e até mesmo a famosa “Peregrinação das sete igrejas”, onde se reuniam pessoas de diversas classes sociais por um único ideal: Jesus – essa peregrinação é realizada até hoje. Preocupava-se com os Jovens, indo ao encontro deles, fazendo-se um grande amigo para todos, atraindo-os através de jogos e passeios, para então os conquistar e os encaminhar para o bem.

Fundou também a Congregação do Oratório, uma sociedade de vida apostólica, onde vivem padres seculares, porém sem votos como numa Congregação, dedicando-se à educação cristã da juventude e do povo e a obras de caridade.

A vida de São Felipe foi repleta de perseguições e acusações. Ele, porém, jamais se deixou abater por elas, e procurava sempre aprender com as provações. Sua alegria sempre foi contagiante. Ao receber sua última comunhão, pronunciou estas palavras: “Eis a Fonte de toda a minha alegria!”, resumindo naquela frase toda a sua vida de alegria e serviço vindos de Deus, partindo para Deus dia 26 de maio de 1595 e deixando-nos um testemunho de fé, de amor, de coragem, de caridade e de serviço.

“Quem quiser outra coisa que não seja Cristo, não sabe aquilo que quer; quem pede outra coisa que não seja Cristo, não sabe aquilo que faz”. (São Felipe Neri).