FORMAÇÃOLITURGIA DIÁRIA

8º Domingo do Tempo Comum – ‘O HOMEM BOM TIRA COISAS BOAS DO BOM TESOURO DO SEU CORAÇÃO’ – Ano C – 27 de Fevereiro de 2022

Neste domingo litúrgico chamado de Oitavo Domingo do Tempo Comum nós vivenciamos, na esfera civil, o domingo de Carnaval. Isso para dizer que daqui a três dias daremos início a um grande período de mudança de vida, de conversão e de seguimento mais íntimo de Jesus com a vivência da Quaresma.

Faremos uma pausa no Tempo Comum, com o início da Quaresma na próxima Quarta-Feira de Cinzas e a Mãe Igreja convida a Comunidade Eucarística a uma atitude de sinceridade em todo o seu modo de ser e de agir. A sinceridade consiste na transparência daquilo que é verdadeiro. E para o testemunho do cristão seja verdadeiro deve começar pela conversão pessoal.

Na Primeira Leitura (Eclo 27,5-8) refletiremos que só Deus conhece, intimamente, o homem. Para os outros homens, ele será sempre um santuário fechado. Pela palavra, porém, o homem dá-se a conhecer, mostra quem é.

Se é árvore boa, logo o reconhecerão pelas suas palavras repassadas da paz interior e do verdadeiro amor fraterno, que lhe enchem a alma. Por isso, a nossa palavra, se é reflexo de vida cristã autêntica, é anúncio da Boa Notícia da Salvação. Por ela, Cristo prolonga a Sua missão profética.

O Salmo 91(92) trata-se de um louvor próprio para as orações judaicas no sábado. Nesses versículos, louva-se a Deus pelo modo com o qual governa a criação e ampara o ser humano, de modo especial pelo justo que com o auxílio divino é capaz de dar seus frutos, pois dentro de si floresce a vida.

Na Segunda Leitura (1Cor 15,54-58) o apóstolo Paulo reflete que Cristo venceu com a Sua Ressurreição, o «nosso último inimigo», que é a morte. Graças a este seu triunfo, nós, que pelo Batismo fomos libertados da morte moral, o pecado, ficámos com o caminho aberto para a vitória total. Na verdade, ainda que, passemos como Cristo pela morte corporal continuaremos, no entanto, a viver. De outro modo, é certo, mas continuaremos a viver. Vida de glória, da qual participará também o nosso corpo mortal e corruptível, transformado em imortal e incorruptível, à semelhança do Corpo de Cristo, quando ressuscitou do sepulcro.

No Evangelho de Lucas (Lc 6,39-45) a Palavra de Deus realiza um convite aos que se colocam no caminho do discipulado: além de conhecer a Jesus Cristo, os discípulos precisam se conhecer com a ajuda do Senhor. Por isso é preciso saber suas qualidades, dons e aptidões, mas também admitir suas fraquezas e pecados.

É no coração, “última solidão do ser”, que a pessoa se decide por Deus e a Ele adere. Aqui Deus marca “encontro” com cada um. “Deus é mais íntimo a cada um de nós do que nós mesmos” (S. Agostinho).

Quem quiser anunciar aos homens a Boa Notícia da Salvação tem de primeiro conhecê-la, esforçando-se por penetrar nela progressivamente. Aliás, será guia cego e mestre incompetente. Quem quiser corrigir os outros, para os ajudar a ser fiéis à Mensagem recebida, deve, antes de tudo, aplicar a si a doutrina comunicada, em vez de assumir uma atitude de moralista, ou de espia do seu irmão. Só assim será árvore rica em frutos.

 Para meditar na oração:

A oração é o caminho interior que faz você chegar até o seu próprio “eu original”, aquele lugar santo, intocável, onde reside não só o lado mais positivo de você mesmo, mas o próprio Deus. Este é o nível da graça, da gratuidade, da abundância, onde você é chamado a mergulhar no silêncio, à escuta de todo o seu ser.

Nas profundezas do seu coração, acolha, escute e reconheça o murmúrio da voz de Deus, que, como um rio calmo e ao mesmo tempo vivaz, o(a) acompanha, da nascente ao mar aberto.

#tempocomum

#coração

#anoC

 

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