7º Domingo do Tempo Comum – ‘VIVER A MISERICÓRDIA E A GRATUIDADE’ – Ano C – 20 de Fevereiro de 2022
“AMAI OS VOSSOS INIMIGOS E FAZEI O BEM AOS QUE VOS ODEIAM, BENDIZEI OS QUE VOS AMALDIÇOAM, E REZAI POR AQUELES QUE VOS CALUNIAM”
Hoje a liturgia nos convida a permanecer com Jesus na planície para ouvir suas palavras, conforme o evangelista S. Lucas nos propõe no Evangelho.
Na Primeira Leitura (1Sm 25,2.7-9.12-13.22-23) a misericórdia de Davi – Saul, perseguindo Davi, cai nas mãos deste. Mas Davi não quer tocar no ungido de Deus. Nós chamamos isso da magnanimidade. Davi o chama de justiça e fidelidade, pois é o que Deus quer (26,23). A quem Deus respeita, o homem também deve respeitar, mesmo tratando-se de um inimigo.
No Salmo (Sl 103[102], 1-2.3-4.8+10.12-13) Deus é bom e compassivo, paciente e misericordioso.
A Segunda Leitura (1Cor 15,45-49) nos faz refletir que a vida não é tirada, mas recriada. A ressurreição de Cristo é a esperança dos homens. A morte não tem a última palavra. Os coríntios perguntam como será a ressurreição (15,35).
Paulo responde: o que é semeado como carne perecível (vida humana destinada à morte), ressuscita como corpo espiritual (= animado pelo espírito de Deus). A ressurreição é uma nova criação, pertence ao Espírito de Deus. Assim como Cristo é com relação a Adão, assim é o homem novo com relação ao antigo: não apenas uma “edição atualizada”, mas uma obra nova!
Fortemente incômodo é o mandamento que o Cristo nos dá de amarmos os nossos inimigos logo no início do Evangelho de hoje (Lc 6,27-38). Não só. É aparentemente impossível e até absurdo.
Mas, se dermos um passo atrás entenderemos que o Senhor nos está chamando para segui-Lo a partir da obediência ao mundo real.
Pois, Ele mesmo nos diz: “O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles” (Lc 6,31). Está é uma clara formulação da chamada lei natural que se encontra no coração de todo ser humano.
E como Jesus nos salva? Amando-nos desde quando ainda éramos seus inimigos (cf. Rm 5,10). Antes que nos déssemos conta de que nosso pecado nos destrói, Ele deu Sua vida por nós.
E dando-nos a Vida, Ele nos quer transformar por completo, a tal ponto que possamos amar como Ele amou (já dizia Pe. Zezinho).
Assim, na força da Sua Graça poderemos ser as testemunhas da grande potência de sua força transformadora que tira o pecado do mundo.
Que a bem-aventurada Vigem Maria, aquela que viu pessoalmente quando o Senhor perdoava seus carrascos, nos leve em seu colo para que não desanimemos com a manifestação de nossas fraquezas ao longo do Caminho. À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Que o Senhor nos dê a graça de um coração aberto à Sua Palavra que nos purifica e renova.
Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita. Amém!
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