33a. SEMANA DO TEMPO COMUM – Segunda-Feira – 16 de Novembro
Hoje o cego Bartimeu dá-nos toda uma lição de fé, manifestada com franca simplicidade perante Cristo. Quantas vezes nos seria útil repetir a mesma exclamação de Bartimeu!: «Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!» (Lc 18,37).
É tão proveitoso para a nossa alma sentir-nos indigentes! O fato é que o somos, mas, infelizmente, poucas vezes o reconhecemos de verdade.
E seria tão bom que o fizéssemos. São Paulo adverte-nos: «Que tens que não tenhas recebido? Mas, se recebeste tudo que tens, por que, então, te glorias, como se não o tivesses recebido?» (1Cor 4,7).
Bartimeu não tem vergonha de se sentir assim. Em muitas ocasiões, a sociedade, a cultura do ‘politicamente correto’ querem fazer-nos calar: com Bartimeu não o conseguiram. Ele não se encolheu. Apesar de o «mandarem ficar calado, (…) ele gritava mais ainda: Filho de Davi, tem compaixão de mim!» (Lc 18,39). Que maravilha! Devemos dizer: — Obrigado, Bartimeu, por esse exemplo.
E vale a pena fazer como ele, porque Jesus ouve. E ouve sempre!
A confiança simples – sem preconceitos – de Bartimeu desarma Jesus e rouba-lhe o coração: «Mandou que lhe trouxessem o cego e (…) perguntou-lhe: «Que queres que eu te faça?» (Lc 18,40-41). Perante tanta fé, Jesus não esmorece!
E Bartimeu também não: «Senhor, que eu veja!». (Lc 18,41). Dito e feito: «Vê! A tua fé te salvou» (Lc 18,42). Assim, pois, — a fé, se é forte, defende toda a casa — (Santo Ambrósio), quer dizer, tudo pode.
Ele é tudo; Ele dá-nos tudo. Então, que outra coisa podemos fazer perante Ele, se não lhe dar uma resposta de fé? E esta resposta de fé equivale a deixar-se encontrar por este Deus que —movido pelo afeto de Pai— nos procura sempre.
Deus não se impõe, mas passa frequentemente muito perto de nós: aprendamos a lição de Bartimeu e … Não o deixemos passar ao longe!
- Leituras de Hoje:
- Ap 1,1-4;2,1-5a
- Sl 1
- Lc 18,35-43
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