32a. SEMANA DO TEMPO COMUM – Sábado – 14 de Novembro
Hoje, nos últimos dias do tempo litúrgico, Jesus exorta-nos a orar, a dirigir-nos a Deus. Podemos nos colocar na posição daqueles pais e mães de família que esperam todos os dias que os seus filhos lhes digam algo, que lhes demonstrem o seu afeto amoroso.
Deus, que é Pai de todos, também o espera, Jesus nos diz muitas vezes no Evangelho, e sabemos que falar com Deus é fazer oração. A oração é a voz da fé, da nossa crença nele, também da nossa confiança, e tomara fosse sempre manifestação do nosso amor.
Para que a nossa oração seja perseverante e confiada, diz São Lucas, que «Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de orar sempre, sem nunca desistir» (Lc 18,1). Sabemos que a oração se pode fazer louvando o Senhor ou dando graças, ou reconhecendo a própria debilidade humana (o pecado), implorando a misericórdia de Deus, mas na maioria das vezes será pedindo alguma graça ou favor.
E, mesmo que no momento não se consiga o que se pede, só o fato de se poder dirigir a Deus, o fato de poder contar a esse Alguém a pena ou a preocupação, já é a obtenção de algo, e seguramente, mesmo que não de imediato, mas no tempo de Deus, obterá resposta, porque «Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? (Lc 18,7).
São João Climaco, a propósito desta parábola evangélica, diz que
Aquele juiz que não temia a Deus, cede frente à insistência da viúva para não ter mais o peso de a ouvir. Deus fará justiça à alma, viúva dele pelo pecado, frente ao Corpo, o seu primeiro inimigo, e frente aos demônios, os seus adversários invisíveis. O Divino Comerciante saberá intercambiar bem as nossas boas mercadorias, pôr à disposição os seus grandes bens com amorosa solicitude e estar pronto para acolher as nossos súplicas».
Perseverança na oração, confiança em Deus. Dizia Tertuliano que «só a oração vence a Deus».
- Leituras do Dia:
- 3Jo 5-8
- Sl 111
- Lc 18,1-8
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