FORMAÇÃOLITURGIA DIÁRIA

1º DOMINGO DO ADVENTO – A Nossa Libertação se aproxima! – Ano C – 28 de Novembro de 2021

“Naqueles dias, naquele tempo, farei brotar de Davi a semente da justiça”

O convite principal da liturgia do tempo do advento é para que VIGIEMOS. A celebração deste tempo marca o início do novo ano litúrgico e também desperta-nos para a preparação para as constantes vindas de Jesus ao nosso encontro. Preparar-nos para a vinda do Messias, deve suscitar em cada um de nós, o cuidado e o zelo para com a vida espiritual, fraterna e caritativa. Devemos vigiar e orar, pois a graça de Deus se manifesta constantemente e precisamos estar atentos para percebe-la e acolhe-la repletos de alegria e cheios de confiança no Senhor que vem ao nosso encontro.

No 1º Domingo do Tempo do Advento, a liturgia vai apresentar-nos uma primeira abordagem à «vinda» do Senhor. Lembra-nos também que o sofrimento, as preocupações, o medo do futuro por vezes esmagam-nos e acabamos por baixar os braços. «Erguei-vos!», diz-nos Jesus.

Só podem esperar os que se mantêm de pé, prontos a pôr-se a caminho para construir com Deus um futuro melhor. Só podem esperar aqueles que entram em diálogo com Deus. A esperança nunca é passiva.

Para esperar é preciso erguer-se, levantar a cabeça, estar atento e vigiar, orar: tais são os verbos ativos que manifestam o que faz a grandeza do homem. É assim que queremos viver esta celebração.

A espera do Advento não pode ser vista como algo terrível, assustador, pelo contrário, leva-nos com alegria e piedade a contemplar tamanha beleza do nascimento de Jesus, solenidade do grande mistério de Deus em nossas vidas.

Já dizia Santo Atanásio: “Veio à nossa terra e habitou corpo semelhante ao nosso.”

Neste Domingo, a ideia escatológica, isto é, do fim dos tempos, coloca-nos em profundo sentimento de vigilância e oração para receber Jesus em nossas vidas. É preciso escutar a palavra de Jesus, estar de ouvidos bem abertos para entender sua mensagem de salvação.

Corações fechados à graça divina endurecem as relações e impedem que aconteça a vida em plenitude. Desde o tempo de Davi, a espera pelo Messias era aguardada pelos judeus, mas que no tempo oportuno se deu a todos os povos.

Na Primeira Leitura, Jeremias (Jr 33,14-16) aponta por meio de oráculos, previsões, esta restauração da terra confiada ao povo eleito. Mesmo que nesta cidade de Judá habitem pecadores, o Senhor ordena ao profeta que interceda por seu povo, para que no fim, seja ela restaurada.

  • Quais são as mudanças necessárias em nossa vida para vivermos bem os desígnios de Deus?
  • O que eu posso fazer para que todo o meu ser esteja junto de Deus e não apegado às coisas mundanas?

Assim como no tempo de Jeremias, precisamos voltar ao Senhor, purificando a nossa conduta, muitas vezes marcada pela ganância, indiferença, orgulho que impedem a plena realização da Lei e da Justiça na terra (Jr 33,15).

O Salmista (Sl 24(25) exorta ao Senhor que lhe mostre os seus caminhos e depois pede perdão por suas culpas demonstrando assim o quão frágil somos e necessitamos da graça de Deus em nossas vidas.

São Paulo, na carta aos Tessalonicenses, na Segunda Leitura (1Ts 3,12-4,2) expressa o desejo de que a comunidade permaneça na “santidade sem defeito”, vivendo no amor, para assim poderem agradar a Deus e também aos irmãos. O desejo do apóstolo é que todos continuem fazendo progressos na caminhada de fé, permeados pelo vínculo do amor que nos prepara para o encontro definitivo com Jesus.

No Evangelho de Lucas, (Lc 21,25-28.34-36) o discurso escatológico é cheio de símbolos que indicam a vinda gloriosa do “Filho do Homem” e pede a cada um de nós que estejamos em vigilância.

As guerras, doenças, catástrofes mostram o quão vulneráveis somos a esta realidade. Jesus está em Jerusalém, local onde se dará todo o enredo da última ceia, prisão, paixão, morte e ressurreição. Neste local onde se encontra a fé judaica veremos o encontro de Jesus com o povo para o qual veio trazer a paz.

Sua mensagem de justiça e paz exige um posicionamento crítico diante das realidades deste mundo frágil. Cada discípulo precisa se manter fiel no caminho proposto pelo Mestre e buscar sempre a conversão.

Na Palavra e no Reino de Deus, os seres humanos têm a garantia de que viverão para sempre. – Manter-se atento ao que o Senhor nos diz e nos pede diante das dificuldades e desafios é sustento para a vida renovada que ele nos oferece.

Confiar nas coisas mundanas é viver no medo perante a chegada do Senhor. Para estes, o juízo será uma “armadilha” e para os fiéis, a vinda de Jesus, será a realização plena de suas expectativas.

Peçamos ao Espírito Santo, a graça de nos mantermos firmes na fé, vigilantes e atentos à mensagem de salvação que o Senhor sempre nos oferece.

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