FORMAÇÃOLITURGIA DIÁRIA

SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR – A Vitória de Cristo já é nossa Vitória! – Ano B – 16 de Maio

Celebramos, hoje, o domingo da Ascensão do Senhor. A vitória de Cristo já é nossa vitória! Passados quarenta dias da ressurreição, conforme o evangelista Lucas, Jesus é levado ao céu. Como rezamos no Credo: “subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai, todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos”.

A Ascensão do Senhor não se constitui numa festa de despedida, mas no início de um novo modo de Jesus estar presente entre nós. Por isso, fazendo memória da Ascensão do Senhor aos céus, entramos no sentido profundo da sua ressurreição e da missão que ele confiou à sua Igreja. Agradecendo a Deus pela elevação de Jesus como Senhor de todo universo, recebemos de Deus a confirmação de que nós todos, seres humanos, fomos, com ele, introduzidos na intimidade definitiva de Deus. Aquele que percorreu os caminhos deste mundo, no amor e na doação, é glorificado. À direita do Pai, como nosso eterno mediador, Jesus continuará a acompanhar os discípulos e, por meio deles, propor à humanidade vida nova e definitiva.

Na Primeira Leitura (At 1,1-11), dos Atos dos Apóstolos, encontramos a mensagem referencial da festa de hoje: “Jesus, depois de ter apresentado e realizado o plano do Pai, foi elevado ao céu, à vista deles, e uma nuvem o retirou aos olhos”. Concluída a missão terrena, de total fidelidade ao Pai, Jesus entra na glória da comunhão da Trindade. Na terra, os discípulos são convidados a dar continuidade, sob a ação do Espírito, à sua missão, com os olhos fixos no porvir e entregues à realização do projeto salvador de Deus na história.

O Salmista reconhece o poder de Deus Pai que glorificou a Jesus e convida as nações a cantarem sua glória: “Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta” (Sl 47/48).

A 2º leitura (Ef 1,17-23) ou à escolha para o Ano B: Ef 4,1-13) ou o mais breve: 4,1-7.11-13) pertence à oração de ação de graças e de súplica que Paulo eleva a Deus. Ele dá graças a Deus pela adesão a Jesus e pela resposta de amor dos fiéis. O Apóstolo reitera que a comunidade deve conhecer a esperança à qual foi chamada, ou seja, à vida plena de comunhão com Deus. Assim, todos devem caminhar ao encontro dessa esperança de mãos dadas, como irmãos, membros do Corpo, cuja cabeça é Jesus Cristo. Ele, através da Igreja, continua presente e realizando o projeto de salvação da humanidade.

Estamos no contexto das aparições do Ressuscitado à comunidade de seus discípulos e discípulas. Por fim, Jesus aparece aos onze, os repreende por não terem acreditado no testemunho das pessoas que o tinham visto Ressuscitado. Quais seriam os motivos de tal crítica? Provavelmente, para ensinar que a fé em Jesus passa pela fé nas pessoas que dão testemunho dele e que ninguém deve desanimar, quando a descrença nascer no coração. É normal todos passarem por dúvidas, mas a fé é uma exigência necessária.

Depois, disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura”, A exigência do anúncio da Boa Nova é: “crer e ser batizado”. Aos que tiverem a coragem de crer na Boa Nova e forem batizados, ele promete os seguintes sinais: expulsarão demônios; falarão línguas novas; pegarão em serpentes e não serão molestados pelo veneno; imporão as mãos aos doentes e eles ficarão curados. São sinais que revelam a presença de Jesus Ressuscitado na missão dos discípulos missionários. Esse mesmo Jesus, que percorreu os caminhos da Palestina e acolhia os pobres e curava os doentes, continua vivo no meio da comunidade que “acreditando foram batizados” (Evangelho Mc 16,15-20).

Ligando a Palavra com a ação litúrgica:

Assim como a solenidade pascal da Ressurreição do Senhor foi para nós motivo de grande júbilo, agora também a sua ascensão aos céus nos enche de imensa alegria. Pois, recordamos e celebramos aquele dia em que a humildade da nossa natureza foi exaltada, em Cristo.

Na ação litúrgica deste domingo, como discípulos missionários, glorificamos o Senhor e, na alegria pascal, esperamos o Espírito de Pentecostes. Nesta semana de oração pela unidade dos cristãos, invoquemos a luz de Deus para que nos ilumine e nos encoraje na missão como testemunhas da ressurreição.

Rezemos pela unidade visível entre as Igrejas, pelo entendimento cordial entre as religiões e crenças, para que, “quando fizermos parte da nova criação, enfim libertada de toda maldade e fraqueza, poderemos cantar a ação de graças do Cristo que vive para sempre”.

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