Conversão de São Paulo, Apóstolo, Festa
Apesar de São Paulo ter seu martírio celebrado junto com São Pedro em 29 de Junho, a Festa Litúrgica de hoje, 25 de Janeiro, foi instituída pela Igreja para dar graças a Deus pelos imensos benefícios que ela recebeu de Deus através de São Paulo.
A Igreja agradece primeiramente a Deus a sua conversão, depois, a sua vocação e a missão de pregar o Evangelho aos Gentios.
Paulo foi um severo perseguidor dos cristãos, combatia-os ferozmente, por isso tinha muitos adversários, mas se converteu espetacularmente quando o próprio Senhor lhe apareceu na estrada de Jerusalém para Damasco, “..uma luz, descrita nas Sagradas Escrituras como “mais forte e mais brilhante que a luz do Sol”, desceu dos céus, assustando o cavalo e lançando-o ao chão”, e a conversão se deu no mesmo instante pois ele pediu para ser batizado por Ananias. De Damasco saiu a pregar a palavra de Deus, já com o nome de Paulo (antes chamava-se Saulo), como lhe ordenara Jesus, tornando-se Seu grande apóstolo.
No ano 45, por inspiração do Espírito Santo, Paulo e Marcos (o evangelista) foram enviados a pregar aos gentios (At 13,1-3).
A primeira viagem durou cerca de 3 anos (45-48) e foi fundamental para que o Cristianismo não ficasse dependente do antigo judaísmo, como uma “seita” a mais. Graças a ele os pagãos ficaram livres da circuncisão e o Cristianismo surgiu com nova força.
A segunda viagem apostólica de São Paulo foi de 50 a 53, durante a qual Paulo escreveu, em Corinto, as duas Cartas aos Tessalonicenses (At 15,36-18,22). São as primeiras Cartas de Paulo.
A terceira viagem foi de 53 a 58. Neste período ele escreveu “as grandes epístolas”, Gálatas e I Coríntios, em Éfeso; II Coríntios, em Filipos; e aos Romanos, em Corinto. No final desta viagem Paulo foi preso por ação dos judeus e entregue ao tribuno romano.
Em Roma ficou preso domiciliar até 63. Neste período ele escreveu as chamadas “cartas do cativeiro” (Filemon, Colossenses, Filipenses e Efésios). Em seguida, já em liberdade, escreveu as Cartas pastorais a Tito e a Timóteo, por volta de 64-66.
Foi novamente preso no ano 66, no oriente, e enviado a Roma, sendo morto em 67 face à perseguição de Nero contra os cristãos desde o ano 64.
S. Paulo foi um dos homens mais importantes do cristianismo. Deixou-nos 14 Cartas. Foi um Apóstolo de “fogo”; apaixonado por Jesus Cristo até a última fibra do seu corpo. Cristo era tudo para ele: “Para mim no viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Fil 1, 21). “Tudo posso Naquele que me dá forças” (Fil 4,13). “Estou pregado à cruz de Cristo. Eu vivo, mas já não sou que vivo, é Cristo que vive em mim”. (Gal 2, 19-20).
Terminou a vida dizendo: “Combati o bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé” (1Tm 4,7) São Pedro e São Paulo foram as grandes colunas da Igreja em Roma; martirizados pelo mesmo Nero derramaram o seu sangue em Roma. Desde então a Sede da Igreja está em Roma.
O Senhor fez de Paulo seu grande apóstolo, o apóstolo dos gentios, isto é, o evangelizador dos pagãos.

