3º DOMINGO DA PÁSCOA – A Paz esteja Convosco! – 18 de Abril de 2021 – Ano B
O terceiro domingo da Páscoa nos apresenta Jesus ressuscitado dos mortos, revelando-se novamente à comunidade dos discípulos, desejando-lhe: “a paz esteja convosco!”
A morte e a ressurreição do Senhor ocupam o centro da história da salvação. A escuta da Palavra de Deus suscita a fé em Cristo ressuscitado.
Como outrora os discípulos, hoje, nós também experimentamos sua presença por meio da Palavra e do Pão da vida. Ele nos comunica a paz e nos confirma como testemunhas do mistério de sua Páscoa. Confirmados na fé pelos sinais sensíveis e instruídos pelas palavras da Escritura, podemos perceber a sua presença viva na comunidade e na história.
Na celebração comunitária deste domingo, entoemos nossos louvores ao Pai que nos faz passar, com Cristo, da morte para a vida e nos torna promotores da Boa Nova da reconciliação e da paz, dons da Páscoa.
Como Igreja, seguimos a caminhada pascal com as manifestações de Jesus ressuscitado em meio à comunidade de seus seguidores. O medo e a incerteza de outrora e de hoje levantam algumas interrogações:
- Jesus ressuscitou verdadeiramente?
- Como podemos fazer uma experiência de encontro com Jesus ressuscitado?
- Como podemos mostrar ao mundo que Jesus está vivo e continua a oferecer aos seres humanos a salvação?
O Apóstolo Pedro afirma ser testemunha viva da ressurreição: “Deus ressuscitou Jesus dos mortos” (cf. At 3,15). Esse acontecimento é a Boa-Nova para o mundo. Por isso, os apóstolos são, em primeiro lugar, testemunhas e anunciadores da ressurreição de Jesus Cristo. “Disto nós somos testemunhas”.
No canto do salmo, a comunidade expressa sua confiança no “Deus da História” que defende e salva por Jesus Cristo, vencedor do pecado e autor da vida. Contemplando a ação do “Deus de nossos pais”, a assembleia canta: “sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face, ó Deus do universo! Salmo 4,2.4.7.9 (R/.7a).
A primeira carta de São João afirma que conhecer a Deus é guardar seus mandamentos. O conhecimento de Deus requer atitudes concretas de envolvimento, escuta e vivência dos projetos de Deus, revelados em Jesus Cristo (2º leitura).
O Evangelho de hoje, Lc 24,35-48, pode ser chamado de “a prova dos sentidos”.
Os sentimentos dos discípulos são de medo, susto, surpresa, alegria. Para que eles possam entender o que está acontecendo, o Ressuscitado fala, deixa-se ver, pede para ser tocado e come na presença deles. A seguir, para levar seus ouvintes a crerem, o Ressuscitado passa a fazer memória do que está escrito sobre ele na Lei de Moisés, nos profetas e nos salmos.
A argumentação a partir das Escrituras, como palavra inspirada, torna-se uma fonte indispensável para compreender os acontecimentos relacionados ao Ressuscitado.
Na comunidade reunida, acolhemos e nos encontramos com o Senhor ressuscitado que nos saudando — “a paz esteja convosco” — nos envia e nos confirma no testemunho da Boa Nova da ressurreição. A celebração dominical “é o momento privilegiado do encontro das comunidades com o Senhor ressuscitado” (DAp, n. 305).
O Cristo ressuscitado continua presente e vivo no meio da comunidade que, apesar das dificuldades e incertezas, se congrega. Também nós experimentamos sua presença em nossas assembleias, por meio da proclamação da Palavra, da oração e da partilha do pão. Ele abre nossa inteligência e elimina nossos medos, para que sejamos testemunhas ardorosas de seu mistério pascal.
A presença do Ressuscitado na comunidade da nova aliança realiza-se nos sinais da Palavra e do pão partilhado: palavra para instruir a mente e animar o coração; pão para saciar quem tem fome. Foi assim que ele foi sendo reconhecido pelos discípulos e eles entenderam o testemunho que deviam dar ao mundo, anunciando a palavra da paz e da reconciliação.
Que o Senhor ressuscitado, pelo seu Espírito, nos reanime e nos fortaleça nesta celebração e em todas as celebrações, a fim de que, alimentados pela Palavra e pela Eucaristia, sintamos sempre o Senhor em nosso meio.
Com ele, não nos faltará o ardor para evangelizar, apesar das contradições da sociedade em que estamos inseridos.
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