LITURGIA DIÁRIA

2ª SEMANA DO TEMPO COMUM – Sexta-Feira – 22 de Janeiro – Mc 3,13-19

O tema da vocação é apresentado por Marcos de maneira geral. A finalidade é que Jesus não chamou apenas os Doze, mas os instituiu para fazer deles companheiros seus e para “enviá-los” a pregar e expulsar os demônios. Se a Escritura tem predileção pelo número doze é porque evoca para os judeus a ideia da primeira iniciativa de Deus na escolha.

As tribos dos hebreus estavam inicialmente separadas umas das outras e ele teve que recorrer à organização de centros de culto para que se fossem acostumando a viver como uma unidade de doze ao serviço do Deus a quem veneravam.

Ao escolher este número simbólico de companheiros para associá-los à fundação do novo povo, Jesus se mantém fiel àquele conceito, que tem a vantagem de garantir a transcendência da iniciativa de Deus.

Cada apóstolo tem seu próprio nome e, portanto, uma identidade específica. Cada um com suas fortalezas e suas fraquezas, que tem de ir descobrindo para um maior e melhor serviço ao chamado de seguimento de Jesus.

A vocação se concretiza à medida que se vai patenteando a realidade de Jesus e de seu ministério: as primeiras motivações não são sempre as mais decisivas; somente ao cabo de uma longa aventura se descobre finalmente que a morte e a soberania de Jesus constituem os únicos motivos reais de um chamamento ao ministério.

Deus continua chamando hoje, respeita nossa forma particular de ser. Demos graças ao Senhor, que como os apóstolos, nos chama a cada um de nós, pelo nome, para que vivamos a experiência do Reino.

  • Leituras do Dia:
  • Hb 8,6-13
  • Sl 84
  • Mc 3,13-19

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