28º DOMINGO DO TEMPO COMUM – Cristo nos convida para o Banquete da Eucaristia – 11 de Outubro
As leituras deste Domingo nos apresentam a salvação divina sob a imagem de um banquete ao qual todos somos convidados a participar.
E esse banquete possui algo especial, pois será promovido pelo próprio Deus, que oferece como presente o fim das lágrimas e das tristeza. Esse será o sinal, por excelência, da alegria para todo o povo, porque sintetiza toda a esperança do ser humano em um futuro de alegria e salvação.
Esta parábola de hoje se assemelha à parábola dos dois filhos convidados a trabalhar na vinha na celebração anterior, em que foram ressaltados: a negligência dos vinhateiros quando convocados a cumprir o dever; e o julgamento que sobreviria sobre eles.
►Na parábola anterior, Deus era o viticultor e nesta ele é o rei.
►Naquela Jesus era o filho e herdeiro; nesta, filho do rei.
A Primeira Leitura (Is 25,6-10 a) prepara o tema da parábola, porque fala do banquete de Deus. O Banquete representa a felicidade dos tempos messiânicos. É uma imagem usada com frequência nas Escrituras para indicar a alegria da comunhão e na abundância de dons do Senhor, que deixa intuir algo da festa de Deus com a humanidade, como descreve Isaías:
“o Senhor dos exércitos dará neste monte, para todos os povos, um banquete de ricas iguarias, regado com vinho puro, servido de pratos deliciosos e dos mais finos vinhos” (v.6).
O profeta acrescenta que a intenção de Deus é pôr fim à tristeza e à vergonha; quer que todos os homens vivam felizes no amor para com Ele e na comunhão recíproca; o seu projeto é, então, eliminar a morte para sempre, enxugar as lágrimas de cada rosto, fazer desaparecer a condição de desonra do seu povo, como ouvimos (v.7-8). Tudo isso suscita profunda gratidão e esperança: “Este é o nosso Deus, esperamos nele, até que no salvou; este é o Senhor, nele temos confiado” (v.9).
Deus nos convida e nos capacita a participarmos de seu banquete, a veste é o símbolo maior dessa graça de participar do banquete da gratuidade, mas podemos recusá-la, confiando em nós mesmos, pois o convite de Deus sempre respeita a liberdade dos convidados.
É o que São Paulo nos diz, na Segunda Leitura (Fl 4,12-14.19-20); ele sempre soube viver a gratuidade na liberdade, seja na pobreza, seja na riqueza.
No entanto, a solidariedade dos filipenses para com o Evangelho provoca a escrita celebrativa do final da carta, ressaltando que a fraternidade ajuda a superar os conflitos, permitindo que todos se considerem irmãos. Deus manifesta a sua ajuda e a sua misericórdia.
Assim, também nós manifestamos a ternura e a bondade de Deus para com todos.
O Salmista (Sl 22) também expressa esta confiança: “ O Senhor é o pastor que me conduz; não me faltará coisa alguma…”
O banquete é preparado para todos e todos são convidados e servidos nesse banquete real de Deus. Esta era a expectativa de Isaías: a de que um dia Jerusalém seria o lugar da confraternização dos que aceitaram o convite do Senhor e, como é cantado no Salmo, o Senhor mesmo colocaria a mesa. Quando isso se realizar, cada convidado poderá dizer como São Paulo: “Tudo posso naquele que me dá força” (Fl 4,13)
No Evangelho (Mt 22,1-14) Jesus nos fala da resposta que é dada ao convite de Deus, representado por um rei, para participar no seu banquete. Os convidados são muitos, mas ocorre algo inesperado:
●No primeiro convite eles não queriam ir; o convite nãofoi recusado mas devolvido. Foram honrados com o convite real, mas o trataram com indiferença.
●O segundo convite, mais explicado e urgente (v.4-7), foi recebido com desprezo e ridicularização. Os interesses comerciais significavam mais para eles.
●O terceiro convite revela a paciência e misericórdia de Deus – a bondade do rei não se extinguiu diante das duas negativas. O convite agora se estende aos gentios, que eram considerados indignos de participar do povo de Israel. A esses convidados, que aceitaram, foram-lhes dadas roupas apropriadas para a ocasião, providas pelo rei.
Concluindo esta reflexão vemos que todos somos convidados, e assim como esta parábola nos mostra, temos o livre arbítrio de escolher, a decisão é nossa e somente nossa, e ninguém pode decidir por nós.
E Jesus vem e nos diz que já esta tudo preparado para a festa, ele já preparou tudo e só depende de nós, de aceitarmos este convite. E para estarmos nesta festa é preciso estar com a roupa festiva, a vestimenta da santidade, muito são convidados, mas poucos são os que estão preparados, poucos são os que estão usando a roupa adequada para participar desta festa. Que roupa é esta que precisamos estar trajando?
Jesus nos diz que ele é o caminho e a porta, olhemos para a vida dele e saberemos quais atributos temos que ter para viver o Reino de Deus.
Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e jamais falte o óleo sobre a tua cabeça.” Eclesiastes 9:8
Temos que ser limpos em todo o tempo e em tudo. Conservar a santidade significa dizer não ao pecado e as tentações. Significa renunciar o que nos leva a negar o amor de Deus, renunciar ao que me afasta da intimidade com Deus.
E por isso é preciso constantemente sondar e avaliar o coração, revisar a vida diariamente deve ser algo natural e diário. É importante que todos os dias antes de dormir avaliemos como foi o nosso dia, se vivemos o que entendemos de Deus na oração e o que precisa ser mudado.
Peçamos a Maria, que ela nos ensine a dizer um SIM a cada dia para Deus e que este sim se manifeste com atitudes em nossa vida. Que Ela nos ajude a como ela cantar “O Senhor fez em mim maravilhas” e ser discípulo(a) fiel de Seu Filho, como ela o foi.
Abençoado Domingo a todos! Não deixe de participar ou assistir a Santa Missa.

