FORMAÇÃO

25º DOMINGO DO TEMPO COMUM – “A bondade de Deus: a recompensa antecipada” – 20 de Setembro

  • Leituras deste Domingo:
  • Is 55,6-9
  • Sl 144(145)
  • Fl 1,20C-24.27 a
  • Mt 20,1-16 a (Operários da vinha)

A liturgia de hoje nos fala do amor sem limites de Deus para conosco e nos convida a também amar, em atitude semelhante, aos irmãos que caminham ao nosso lado na história.

O objetivo é ressaltar as atitudes de Deus em oposição aos dos homens, o contraste entre modo de pensar e agir divinos e nossos pensamentos, planos e caminhos tão diferentes do Senhor.

Na Primeira Leitura (Is 55,6-9), o profeta faz um convite à conversão e à confiança na misericórdia de Deus;quer que o povo entenda que o regresso dos exilados à terra não é o mais importante, mas, sim, o regresso a Deus. O apelo do profeta é por um novo começo.

Isaías quer convencer o povo de que nada escapa à previsão de Deus e de que mesmo a sua mais incompreensível decisão tem sentido.

O profeta grita, previne e ameaça:

Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado; invocai-o, enquanto ele está perto” (Is 55,6)

O texto do profeta nos fala de conversão e de redescoberta de Deus, que está próximo dos que o invocam.

Ele é tão misericordioso que se deixa encontrar; Ele não se encontra longe, preso no santuário, mas junto de seu povo e, para perceber sua presença, basta voltar os olhos à realidade de suas obras.

O Salmo Responsorial 144(145) tem o objetivo de estimular a comunidade a apreciar o reinado de Deus e reconhece Sua soberania e destaca que tudo que Ele criou é objeto de bondade e digno de louvor.

Por tudo isso, o salmista exclama: “Cante minha boca o louvor do Senhor”, convidando para o louvor todos os viventes.

Converter-se significa viver a experiência que São Paulo testemunha na Segunda Leitura (Fl 1,20c-24.27 a) onde o apóstolo relata sua nova vida em Cristo.

Ele se sente identificado com Cristo a tal ponto que tanto a sua vida quanto a sua morte correspondem a viver em Cristo, segundo a vontade de Deus.

A vida “em Cristo” como explica Paulo, acontece mesmo nas menores circunstâncias da existência do cristão. O apóstolo vivia o que pregava, condição que certamente contribuiu para o sucesso da sua ação evangelizadora, que desencadeou incontáveis comunidades.

No Evangelho de hoje (Mt 20,1-16 a), Jesus narra a parábola dos trabalhadores da vinha, parábola que poderíamos chamar do ‘patrão generoso’.

O Senhor toma a iniciativa de, por várias vezes, ir à procura de trabalhadores, antes mesmo do amanhecer. Os homens que estavam na praça aguardavam possíveis convites para trabalho.

Mas não há momento do dia em que o Senhor não procure trabalhadores e, no final do dia, paga a diária completa a todos os que trabalharam, indiferentemente do horário que respondem ao chamado.

Ninguém deve querer prevalecer apelando para méritos ou para capacidade de fazer mais do que o outro, pois todos somos operários da mesma vinha do Senhor e nos encontramos no mesmo nível.

A salvação não vem da herança de Israel, como muitos pensavam, mas da generosidade e graça divinas. A resposta final do dono da vinha deixa claro que ninguém tem nada a reclamar se Ele decide derramar a sua justiça e a sua misericórdia sobre todos, sem exceção.

Ele é soberano em todas as suas decisões. Ele pode dar uma recompensa melhor que a justiça humana requer.

Não devemos censurar aqueles que se voltam a Deus nos últimos momentos de vida, porque na verdade ninguém merece a vida eterna.

A misericórdia de Deus é o seu principal atributo, ama todos os seus filhos por igual e derrama sobre todos, sem exceção, o seu amor.

Jesus Cristo, na Eucaristia, se oferece gratuitamente como alimento; oferta maior de amor de um Deus grandioso e bondoso, que nos confirma em seu amor e aumenta em nós a esperança, para seguirmos de forma digna o caminho de seu Filho.

Jesus, meu Redentor, tu viestes me salvar porque não pensastes nos teus direitos senão na minha necessidade: Teu amor - que esbanja “gratuidade” - não se deteve calculando o custo do meu resgate.

Abençoado domingo a todos!

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