3º Domingo do Advento – “ALEGRAI-VOS! A LIBERTAÇÃO ESTÁ PRÓXIMA” – 11 de Dezembro de 2022 – Ano A
A liturgia de hoje convida à alegria que brota do Evangelho.
“Alegrai-vos, sempre, no Senhor! Repito: alegrai-vos: o Senhor está a chegar”. Com estas palavras, tiradas da Carta de S. Paulo aos Filipenses, a Santa Igreja, no cântico de entrada deste 3º Domingo do Advento, faz-nos um apelo veemente à alegria, virtude unida intimamente à Esperança. O Senhor está a chegar e, com Ele, nos vêm todos os bens. Por isso se chama este Domingo, na tradição litúrgica, o Domingo da Alegria.
Dessa esperança, que é motivo de segurança e alegria nos falam de uma maneira especial as leituras da Missa de hoje.
A Primeira Leitura, do Livro de Isaías, (Is 35,1-6a.10) foi escrita numa época particularmente difícil do povo de Israel. O Templo de Jerusalém tinha sido destruído pelos Babilónios, as pessoas válidas tinham sido levadas prisioneiras, como escravas, os doentes e velhinhos iam morrendo aos poucos. O próprio monte, sobre o qual está Jerusalém, estava descampado, nada produzia. Apesar de tudo isso, Isaías convida à alegria e promete flores e proclama “Tende coragem, não temais… Ele próprio vem salvar-nos”. Perante as muitas e variadas dificuldades da vida, nunca devemos perder a esperança e serenidade. A verdadeira fé diz-nos que nunca estamos sós. Ele, o omnipotente, o Senhor de tudo, está conosco e nos ama com Amor infinito.
São Tiago, na Segunda Leitura (Tg 5,7-10) pede aos pobres para esperarem com paciência a vinda do Senhor. Afirma que a Sua vinda está próxima. A todos pede trabalho à semelhança do agricultor que confia na terra, na chuva que em breve fará germinar as sementes.
O Evangelho (Mt 11,2-11) mostra-nos já o Senhor que veio, mas que chega de tal forma que confunde os seguidores do próprio João Baptista, que neste momento se encontra prisioneiro, ele que é o maior entre os filhos de mulher, como afirma Jesus. Ele que o havia apresentado como o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo, por todos quer dar a Sua vida. Apesar dessas certezas algo de estranho se ouvia falar. No Domingo passado, João Baptista, O havia apresentado como alguém que cortaria a direito, esmagaria o mal, queimaria os maldosos no fogo, etc
E agora ouvia dizer que Ele comia com eles… Pede pois que Ele explique aos seus discípulos, para os confirmar na fé, se haviam de esperar outro. E o Senhor manda que eles narrem a João o que viram: faz andar os paralíticos, dá vista aos cegos, ressuscita os mortos e anuncia a Boa Nova aos pobres – sinais que conforme as escrituras eram próprios do verdadeiro Messias. Ele era mesmo esse tão esperado e largamente anunciado Salvador que os Profetas do Antigo Testamento haviam narrado.
De fato Deus, que se revela em Jesus Cristo é muito diferente de nós: a todos ama, a todos quer salvar, a todos quer revelar o Seu Amor, já que por todos nasceu e vai morrer na Cruz. Ele é AMOR.
Por isso busca de uma maneira especial os pecadores, motivo pelo qual come com eles e os procura.
Senhor, nosso Deus, que nos prometeis a felicidade sem fim, concedei-nos um coração pobre e fazei que a próxima vinda do vosso Filho transforme o mundo com a sua paz. Ele que vive e reina por todos os séculos dos séculos. Amém!
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