02 de Janeiro – Sábado antes da Epifania
A Voz que grita no deserto
Ontem, na Solenidade da Mãe de Deus, meditamos sobre sua humildade, não só ao atribuir a Deus os dons recebidos, mas ao servir a quem dela precisava.
Hoje, meditamos sobre São João Batista, aquele que foi escolhido para preparar a chegada do Messias, também uma incumbência muito importante, tanto assim que os judeus foram chamar os sacerdotes e levitas (que tinham toda a credibilidade) para entrevistá-lo.
São João Batista foi de uma sinceridade que só possuem os que são humildes. Não se aproveitou de seu papel de precursor do Salvador para se mostrar e teve a coragem de se calar quando não sabia a resposta.
Qual era, então, o grande noivo esperado, prometido? João sabia que era Jesus. Por isso falou que não era digno de desatar a correia de Sua sandália. Quer dizer: não sou digno de passar para esse Homem a honra de esposar a glória de Deus na terra. É isto que João queria falar.
Então, em razão do “por quê?”, João desata este lindo discurso: “Sou a voz que clama no deserto…”. Está no meio de vocês o legítimo noivo, papel que não sou digno de assumir e para quem tenho de passar. Eu não sou o Messias nem o Elias e nem o profeta. Eu não sou nada. Tenho, neste momento, aquilo que é a minha obrigação: passar a Ele, que está no meio de vocês e que ainda não O conhecem. Não tiveram a honra de desposar essa Boa-Nova, que é o Evangelho, a Nova Aliança de Deus com os homens.
Este é o ponto alto deste Evangelho: João Batista passa a Jesus o comando da Boa-Nova.
- Leituras do Dia:
- 1Jo 2,22-28
- Sl 97(98)
- Jo 1,19-28
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