A PARÓQUIANOTÍCIAS

SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO


Amados irmãos e irmãs, a paz!

A festa litúrgica dia 08 de dezembro, celebra uma das maravilhas da história da salvação: a Imaculada Conceição da Virgem Maria. Ela também foi salva por Cristo, mas de uma forma extraordinária, porque Deus quis que desde o momento da conceção a mãe do seu Filho não fosse tocada pela miséria do pecado. E assim Maria, durante toda a sua vida terrena, foi livre de qualquer mancha de pecado, foi a «cheia de graça» (Lc 1, 28), como o anjo a chamou, e gozou de uma ação singular do Espírito Santo, para que pudesse manter sempre a sua relação perfeita com o seu Filho Jesus; de facto, foi a discípula de Jesus: a Mãe e a discípula. Mas o pecado não estava nela.

No magnífico hino que abre a Carta aos Efésios (cf. 1, 3-6.11-12), São Paulo faz-nos compreender que todo o ser humano é criado por Deus para aquela plenitude de santidade, para aquela beleza com que Nossa Senhora foi revestida desde o início. A meta para a qual somos chamados é também para nós um dom de Deus, que – diz o Apóstolo – nos «escolheu antes da criação do mundo para sermos santos e imaculados»(v. 4); predestinou-nos (cf. v. 5), em Cristo, para estarmos um dia totalmente livres do pecado. E esta é a graça, é gratuita, é um dom de Deus.

E o que para Maria estava no início, para nós estará no fim, depois de termos passado pelo “banho” purificador da graça de Deus. O que nos abre a porta do paraíso é a graça de Deus, recebida por nós com fidelidade. Todos os santos e santas percorreram este caminho. Contudo até os mais inocentes foram marcados pelo pecado original e lutaram com todas as forças contra as suas consequências. Passaram pela «porta estreita» que conduz à vida (cf. Lc 13, 24). E sabeis qual foi o primeiro do qual temos a certeza que entrou no paraíso, sabeis? Um “patife”: um dos dois que foram crucificados com Jesus. Voltou-se para ele e disse: «Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reino». E Ele respondeu: «Hoje mesmo estarás comigo no paraíso» (Lc 23, 42-43). Irmãos e irmãs, a graça de Deus é oferecida a todos; e muitos que nesta terra são os últimos, no céu serão os primeiros (cf. Mc 10:31).

Mas cuidado. Não vale a pena ser esperto: adiar constantemente um exame sério da própria vida, aproveitando-se da paciência do Senhor – Ele é paciente, Ele espera por nós, Ele está sempre presente para nos conceder a graça. Podemos enganar os homens, mas não a Deus, Ele conhece o nosso coração melhor do que nós próprios. Aproveitemos o momento presente! Este é o sentido cristão de aproveitar o dia: não para desfrutar da vida no momento fugaz, não, este é o sentido mundano. Mas aproveitar o hoje para dizer “não” ao mal e “sim” a Deus; abrir-se à sua Graça; deixar finalmente de se fechar em si mesmo, caindo na hipocrisia. Enfrentar a própria realidade tal como somos; reconhecer que não amamos a Deus e não amamos o nosso próximo como devíamos, e confessá-lo. É assim que se começa um caminho de conversão pedindo primeiro a Deus perdão no Sacramento da Reconciliação, e depois reparar o mal feito aos outros. Mas sempre abertos à graça. O Senhor bate à nossa porta, bate ao nosso coração para entrar em amizade, em comunhão  connosco, para nos dar a salvação.

E para nós este é o caminho para nos tornarmos “santos e imaculados”. A beleza não contaminada da nossa Mãe é inimitável, mas ao mesmo tempo atrai-nos. Confiemo-nos a ela, e digamos de uma vez para sempre “não” ao pecado e “sim” à Graça.

PAPA FRANCISCO

ANGELUS

Praça São Pedro

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