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MISSA DE INÍCIO DE PONTIFICADO

“Fui escolhido sem qualquer mérito e, com temor e tremor, venho até vocês como um irmão que deseja fazer-se servo da fé e da alegria”.

Após a proclamação do Evangelho, três cardeais das três ordens aproximaram-se de Leão XIV para o momento das insígnias episcopais “petrinas”: o Pálio e o Anel do Pescador, num dos momentos mais tocantes da missa, com o Papa contendo a emoção.

A cerimônia prosseguiu com o rito simbólico de “obediência”, prestado ao Papa por doze representantes de todas as categorias do Povo de Deus, provenientes de várias partes do mundo.

O Santo Padre recordou os últimos dias, vividos de maneira intensa com a morte do Papa Francisco, “que nos deixou «como ovelhas sem pastor”.

Jesus recebeu do Pai a missão de “pescar” a humanidade para salvá-la das águas do mal e da morte.

Essa tarefa é possível porque Pedro experimentou na própria vida o amor infinito e incondicional de Deus, mesmo na hora do fracasso e da negação.

O ministério de Pedro é marcado precisamente por este amor oblativo, porque a Igreja de Roma preside na caridade e a sua verdadeira autoridade é a caridade de Cristo.

Para isso, Pedro e seus sucessores devem apascentar o rebanho sem nunca ceder à tentação de ser um líder solitário ou um chefe colocado acima dos outros.

“Irmãos e irmãs, gostaria que fosse este o nosso primeiro grande desejo: uma Igreja unida, sinal de unidade e comunhão, que se torne fermento para um mundo reconciliado.”

“Esta é a hora do amor!”

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