FORMAÇÃOLITURGIA DIÁRIA

Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos – “QUEM VEM A MIM EU NÃO O REJEITAREI” – 02 de Novembro de 2022 – Ano C

A esperança na ressurreição dos mortos começou antes do nascimento de Cristo, num tempo de sofrimento, como nos mostra a leitura dos Macabeus (Primeira Leitura 2Mc 12,43-46).

O povo judeu lutava pela sua libertação religiosa e política. A esperança na ressurreição é que animava os judeus, fiéis à Lei de Deus, a permanecerem firmes na religião, mesmo que isto custasse suas próprias vidas. Numa batalha contra os inimigos, muitos judeus foram mortos. Para que Deus não levasse em conta os seus pecados, o chefe dos judeus ofereceu a Deus um sacrifício na intenção dos falecidos.

A oração pelos mortos tem significado ainda maior para nós cristãos. Cristo venceu a morte. Sua ressurreição é garantia de nossa ressurreição. Por isso, o Dia de Finados deve ser para nós ocasião de crescimento na fé. Devemos confiar e acreditar firmemente na vitória da vida sobre a morte.

É natural que fiquemos tristes ao lembrarmos os parentes e amigos falecidos. Mas a nossa tristeza deve se transformar em alegria. A tristeza de quem não tem esperança é uma tristeza sem consolo, é um desespero. Mas a tristeza de quem tem fé é uma esperança de saudade. É aquele desejo de encontrar-se depressa com aquelas pessoas amadas que estão longe.

São Paulo nos lembra na Segunda Leitura (Rm 6,3-9) que o Batismo é nossa primeira Páscoa e que junto com Cristo passamos da morte para a vida. A verdadeira vida é dom de Deus; por isso, para o cristão a morte é o início da verdadeira vida, glória e ressurreição. A vida para o cristão, não é tirada, mas transformada, e desfeito nosso corpo mortal, nos é dado no céu um corpo imortal. Para o cristão a certeza da morte traz tristeza, mas a esperança da nova vida em Deus consola e reanima.

Aproveitemos o dia de hoje para renovar nossa fé no Deus da Vida e na ressurreição de todos nós, pois Jesus nos garantiu: “Todo aquele que o Pai me der virá a mim, e quem vem a mim eu não o rejeitarei […] E a vontade daquele que me enviou é esta: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia”.

Mesmo diante da dor da separação física, renovemos, então, a confiança em Deus e em suas promessas manifestadas em Jesus. Estar no cemitério acaba por ser uma oportunidade de evangelizar e manifestar nossa fé na ressurreição. A Boa Nova de Jesus Cristo cura os corações feridos, restaura os laços perdidos e anuncia novos horizontes de salvação. Juntos, devemos nos solidarizar com a morte do irmão e pedir a Deus que as almas de todos os fiéis defuntos, por sua infinita bondade e misericórdia, descansem e alcancem a paz. Amém!

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