FORMAÇÃOLITURGIA DIÁRIA

3º Domingo da Páscoa – JESUS APONTA O CAMINHO DA COMUNIDADE – 01 de Maio de 2022 – Ano C

O 3º Domingo da Páscoa, domingo da pesca milagrosa, orienta-se à experiência da companhia do Ressuscitado que se manifesta em meio aos discípulos. A liturgia que celebramos nos dá acesso a estes gestos de maneira que permaneçamos unidos a Jesus. O encontro com o Senhor recorda-nos que a comunidade cristã tem por missão testemunhar e concretizar o projeto libertador que Jesus iniciou; e que Ele mesmo, vivo e ressuscitado, orienta a sua Igreja em missão, por meio de sua Palavra.

A Primeira Leitura dos Atos dos Apóstolos (At 5,27b-32.40b-41) continua narrando os primeiros acontecimentos marcantes da Igreja primitiva. Nos primeiros dias, logo após a ressurreição, os discípulos viviam escondidos por medo dos judeus. Antes, Pedro negou o Senhor por três vezes, mas hoje, apresenta o seu testemunho junto com os outros apóstolos acerca de Jesus. Eles entendem o sentido do amor fiel. O medo transforma-se em coragem; agora se tornam anunciadores públicos do mistério da Ressurreição: a Vida venceu a morte. Mediante às perseguições, somos chamados a testemunhar o Ressuscitado e, fortalecidos pelo seu Espírito, anunciar a boa nova.

A Segunda Leitura do Livro do Apocalipse (Ap 5,11-14) apresenta-nos a perspectiva da esperança cristã, mesmo diante da perseguição. Quer reanimar a fé das comunidades no Cordeiro imolado. A figura do Cordeiro que aparece é um símbolo usado para falar de Jesus. Ele é entronizado, assume a realeza e está sentado no trono. Com isso, a visão de São João aponta para uma grande liturgia no céu: “milhares de anjos entoam um hino ao Cordeiro”. As sete atribuições dadas ao Cordeiro: poder, riqueza, sabedoria, força, honra, glória e louvor, revelam a grandiosidade e perfeição do Senhor, e n´Ele a superação de toda dor, tristeza e sofrimento.

O texto do Evangelho (Jo 21,1-19) narra o Ressuscitado aparecendo mais uma vez a seus discípulos e pode ser dividido em duas partes. A primeira (v. 1-14) é uma parábola sobre a missão da comunidade. Apresenta aos sete discípulos e neles a totalidade da Igreja, que tem Pedro como guia. Os discípulos tomam, junto de Pedro, a decisão de ir mar adentro para pescar, mas eles nada apanham. Ao voltarem desanimados a palavra de Jesus Ressuscitado os reanima. Vencendo o cansaço e obedientes se propõem a pescar mais uma vez. A pesca deu bons resultados. Apanham cento e cinquenta e três grandes peixes. Ficam felizes e reconhecem o Senhor. Neste acontecimento, assim como os discípulos, devemos perceber que a comunidade precisa obedecer a Jesus para sermos capazes de reunir todos os povos em torno d’Ele.

Na segunda parte do texto de João (v. 15-19), Pedro confessa por três vezes o seu amor a Jesus. A tríplice confissão pedida a Pedro por Jesus corresponde, portanto, a um convite, que ele mude definitivamente a mentalidade. Pedro é convidado a perceber que, na comunidade de Jesus, o valor fundamental é o amor. Jesus confia a Pedro a missão de presidir à comunidade, revelando-nos que só quem ama muito e aceita a lógica do serviço e da doação total poderá presidir à comunidade de Jesus. O diálogo revela a nós hoje, que nenhum agente de pastoral pode apascentar o rebanho de Deus se não aceita ser conduzido por seu amor.

Peçamos ao Senhor a graça de um profundo encontro com o Ressuscitado. Que Ele nos ajude a passar pela vida dos nossos irmãos e irmãs ressuscitando as realidades de mortes que encontramos na missão que nos foi confiada.

#ressuscitadoviveentrenos

#ciriopascal

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