SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS – Ano B – 07 de Novembro
A Solenidade de Todos os Santos, neste ano, será celebrada após a Comemoração dos Fiéis Defuntos. A liturgia de hoje tem profunda relação com nossa fé na ressurreição. Os discípulos partilham a mesma realidade experimentada por Jesus: a ressurreição para a vida eterna.
O chamado à santidade, como nos recorda o papa Francisco na Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate, é feito a cada um de nós. O caminho para chegar à santidade é pessoal; cada um percorre seu próprio caminho para chegar a ela; há muitas maneiras de testemunhar a fé.
A santidade é fruto da conversão realizada pelo Evangelho. Não somente aqueles que foram proclamados santos pela Igreja trazem a marca de uma vida santa, mas também muitos homens e mulheres de nosso tempo, os quais, no dia a dia, dão testemunho de seguimento de Jesus Cristo. Se nos deixarmos conduzir pela graça do sacramento do batismo, ela tem a força de frutificar em nós o dom da santidade.
Na liturgia deste dia, a Primeira Leitura (Ap 7,2-4.9-14) descreve a alegria dos mártires e dos santos em sua comunhão com Deus. Para isso, o autor do Apocalipse recorre à linguagem simbólica da visão celestial.
A consolação de Deus é uma forma de libertação de nossas formas humanas de escravidão para que, livres, possamos adentrar a eternidade. Essa é a liberdade daqueles que adentram a habitação do senhor, conforme o Salmo 23(24): “Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?
A Segunda Leitura (1Jo 3,1-3) nos recorda que, pelo batismo, somos chamados filhos de Deus e destinados à vida eterna.
No Evangelho de Mateus – (Mt 5,1-12a), as bem-aventuranças nos falam do futuro que Deus reserva àqueles e àquelas que acolhem a proposta de seu Reino.
Jesus proclama que os pobres em espírito são felizes, enquanto o mundo diz que isso se conquista com bem-estar, dinheiro, poder, prestígio.
As bem-aventuranças trazem outra proposta de felicidade. Construir a paz, ter um coração misericordioso, lutar pela justiça constituem a verdadeira bênção. O discurso de Jesus nos leva a refletir sobre o que de fato nos traz a vida plena.
As bem-aventuranças revelam a realidade misteriosa da vida em Deus que abraçamos por meio de nosso batismo. A solenidade de Todos os Santos nos faz lembrar as muitas pessoas que buscaram a santidade, aproximando-se do rosto de Deus; pessoas em cuja vida transparecia a imagem e semelhança dele, porque, mesmo com defeitos, se deixaram transformar pelo amor e misericórdia divina.
Ser santo exige andar na contramão das propostas do mundo, a exemplo de Jesus, e resistir às tentações do ter e do poder.
Que a exortação do Papa Francisco possa nos inspirar a não ter medo da santidade; a sermos mais humanos e ter compaixão de quem necessita de nosso cuidado; a sermos alegres porque nos aproximamos de Deus.
Jesus está dizendo: quer ser feliz, seja santo! A santidade passa pela capacidade de nos revestirmos de humildade, de mansidão, de buscarmos em tudo a justiça que edifica o reino de Deus.
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