2ª SEMANA DA QUARESMA – Sábado – 06 de Março – Lc 15,1-3.11-32
A Parábola do Filho Pródigo
Hoje somos convidados a contemplar a face misericordiosa de Deus, que se revela num Amor infinito e incondicional pela humanidade, de modo especial pelos pecadores e excluídos.
“Lucas, o evangelista da ternura divina multiplica as narrativas que mostram Jesus em busca dos mais abandonados, dos pobres, dos pecadores, realçando assim o próprio fundamento da nossa religião, que é a atitude dos que são arrebatados pelo abismo do Amor de Deus”.
O Evangelho de hoje nos revela um Deus, que como Pai, perdoa seus filhos de seus pecados e de seus abandonos e infidelidades. Três são os personagens mais relidos e interpretados na interpretação bíblica: O pai, O filho mais novo e O filho mais velho.
O Pai, com seu amor pôs-se no caminho à espera do filho mais novo. Seu amor ultrapassa o entendimento demasiado humano de “estar certo”, de justiça. Espera seu filho, pois acredita no seu arrependimento e conseguinte retorno. Antes do filho negar sua condição de filho, colocando-se como servo, o pai se adianta, e pede para lhe tragam nova roupa e novo anel. Restituindo-lhe a dignidade de filho, nunca perdida, ao menos na mente do Pai.
O segundo personagem é o filho, muitas vezes representado por nós, nos nossos constantes abandonos e afastamentos de Deus, de sua casa. Contudo, a atitude, mais humilde e sincera, daquele jovem filho e também a nossa, deva ter sido a de pedir perdão, de reconhecer-se necessitado de seu amor, nunca, porém, deserdado de sua filiação divina. Um amor somente encontrado, com a mesma intensidade e incondicionalidade, na casa do Pai. O retorno à casa do Pai dá ao jovem filho a possibilidade do recomeço, de refazer o caminho, agora mais consciente dos erros e do amor do Pai, percebido, na certeza de ser acolhido.
O terceiro, o filho mais velho, ao ver a festa em comemoração ao retorno do irmão, vê-se injustiçado. Dirigindo-se ao Pai, demostrou toda sua inconformidade com aquela festa, visto que ele, que tanto havia feito e nunca recompensado pelo Pai, nem sequer com o animal menor para festejar com os seus amigos. Talvez, sua inconformidade com o retorno do irmão, se dê pelo fato de ele ter sempre se mostrado “perfeito”, não experimentou nele mesmo a misericórdia do Pai, dom mais precioso dado à nós, seus filhos e filhas pecadores.
A misericórdia é neste sentido, um dom, primeiro experimentado na “própria carne” e depois anunciado aos outros.
Que este tempo da quaresma nos torne mais misericordiosos como o Pai.
- Leituras do Dia:
- Mq 7,14-15.18-20
- Sl 102(103)
- Lc 15,1-3.11-32
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