FORMAÇÃO

5º DOMINGO DO TEMPO COMUM – Por causa do Evangelho eu faço TUDO! – 07 de Fevereiro

A Liturgia deste Quinto Domingo do tempo Comum volta-se para a face misericordiosa de Deus, que não abandona seu povo em meio as angústias, mas as conhece, as trata como suas e cura todas as feridas.

A Primeira Leitura, retirada do livro de Jó (Jó 7,1-4.6-7) trata-se de uma obra onde apresenta de modo dramático as dificuldades de um homem chamado Jó. O texto bíblico faz parte da liturgia da Palavra deste domingo e nos traz palavras negativas, desesperadas, ressaltando o mistério da vida humana.

Jó é apresentado como um homem piedoso, bom, generoso e cheio de temor de Deus. Possuía ele muitos bens e uma família numerosa. Mas, repentinamente, viu-se privado de toda a sua riqueza, perdeu a família e foi atingido por uma grave doença. Ao longo do livro, Jó comenta, com amargura e desilusão, o fato da sua vida estar marcada por um sofrimento atroz e de Deus parecer ausente e indiferente face ao desespero em que a sua existência decorre. Apesar disso, é a Deus que Jó se dirige, pois sabe que Deus é a sua única esperança e que fora dele não há possibilidade de salvação.

O grito de revolta de Jó brota de um coração dolorido e sem esperança e é a expressão da angústia de um homem que, na sua miséria, se sente injustiçado e condenado pelo próprio Deus; mas é também o grito do crente que sabe que só em Deus pode encontrar a esperança e o sentido para a sua existência.

O Salmo 146/147 é um hino de louvor, parte do louvor da manhã dos judeus (Salmos 146-150). O rosto de Deus no Salmo 146. Deus é celebrado o ano inteiro (as estações), pelo povo e pela cidade de Jerusalém. É louvado com festa e música, pois age em favor de seu povo de forma extraordinária, sábia (versículo 5).

É o aliado fiel, manifestando todo o seu amor e fidelidade na volta do exílio, na reconstrução da identidade nacional (a cidade de Jerusalém), em ser “arquiteto” (versículo 2) e “medico” de corações despedaçados e feridos (versículo 3). Fica claro que o rosto de Deus neste Salmo é: arquiteto e médico de corações despedaçados.

Este Salmo repercute direta e indiretamente em Jesus Cristo. Jerusalém não recebe Jesus e não acolhe sua mensagem de paz. Jesus tratou a todos de modo igual, sem privilegiar uma raça ou povo. Encontrou maior fé e ressonância em pagãos e pecadores. Alimentou todos os famintos e curou os corações despedaçados. Preocupou-se com a vida para todos…

O evangelista Marcos vai mostrando quem é Jesus, (Mc 1,29-39), pois essa é a preocupação fundamental do seu Evangelho.

Jesus se desloca da sinagoga, Simão e André levam Jesus, juntamente com Tiago e João, para casa em Cafarnaum. É a primeira vez, no Evangelho de Marcos que aparece a menção a casa. Aqui a casa se opõe a Sinagoga. Ao ouvir que a sogra de Pedro estava com febre, Jesus a procura (do mesmo modo que procurara os pescadores). Ele a levanta, tomando-a pela mão. Sua cura é instantânea, capacitando-a a servi-lo. O evangelista nos estimula a progredir na compreensão de quem é Jesus: é aquele que ajuda as pessoas a caminhar com as próprias pernas e ser sujeitos do próprio agir. Marcos mostra Jesus pegando a mão da mulher, ajudando-a a se levantar.

“Levantar-se” imediato da situação anterior e servir Jesus Cristo. Nada de lamentações de perdas de tempo, mas disponibilidade imediata ao serviço do Senhor.

Jesus demonstra sua compaixão e seu poder por meio de suas palavras e ações. Na sinagoga, a reação ao seu poder foi a de maravilharem-se; aqui é de servir. Tendo sido servida, “ela os servia.”

Seu serviço mostra sua gratidão, mas também mostra que ela se tornara discípula de Jesus, pois o serviço é uma característica essencial do discípulo (9,35; 10,43-45).

Tanto aqui, no princípio, como no final do Evangelho, Marcos fala de uma mulher servindo a Jesus (15,41). Jesus não ministra apenas nos lugares de adoração. Ele vai com seus discípulos até suas casas. Envolve-se em suas vidas familiares. Preocupa-se com indivíduos, não só com multidões, com as mulheres e não apenas com os homens. Seus discípulos têm liberdade para falar com ele sobre suas preocupações com a família e Jesus supre suas necessidades. Aceita a hospitalidade e é servido juntamente com os outros. Enquanto faz discípulos, Jesus está formando uma nova família (3,31-35) dada para servir uns aos outros (9,35) assim como Jesus o faz (10,45).

Conclusão:

É preciso deixar que Jesus nos estenda a sua mão. Uma vez curados, voltemos como a sogra de São Pedro às obrigações do nosso estado, pois a humildade é um grande remédio contra as recaídas. E Diante destas curas realizadas pelo Cristo Senhor, saibamos reconhecer nestes sinais do Reino de Deus que Ele vem nos trazer. E elevemos uma vez mais nossa oração a Maria, a quem invocamos como “Saúde dos Enfermos”, para que, com a sua materna intercessão sustente e acompanhe a nossa fé e nos obtenha de Cristo, seu Filho, a esperança no caminho da cura de todos os nossos males e nos conceda a saúde física e espiritual.  Assim seja.

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