FORMAÇÃO

24º DOMINGO DO TEMPO COMUM – “Perdão: um cálculo sem limites” – 13 de Setembro

  • Leituras:
  • Eclo 27,33-28,9
  • Sl 102(103)
  • Rm 14,7-9
  • Mt 18,21-35

Hoje, no Evangelho, Pedro consulta Jesus sobre um tema muito concreto que continua no coração de muitas pessoas: pergunta pelo limite do perdão.

O Mestre responde: Perdoar sempre, pois o perdão não tem limites.

«Digo-te, não até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes» (Mt 18,22). 

Para explicar esta realidade, Jesus utiliza uma parábola. A pergunta do rei centra o tema da parábola: «Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?» (Mt 18,33).

A antiga lei do Talião fica superada ‘olho por olho, dente por dente’, com o novo ensinamento de Jesus.

Na primeira leitura (Eclo 27,33-28,9) o sábio Bem Sirac nos alerta que o rancor e a cólera são pecados abomináveis, pois costumam desembocar na vingança, atitude detestável e combatida por Jesus.

A verdadeira sabedoria está em não se deixar dominar por esses sentimentos, pois, além de destruir a qualidade de vida, o rancoroso expõe-se à vingança do Senhor. A atitude correta diante das ofensas consiste em esquecer, perdoar e orar.

Só assim evitamos o castigo divino. Deus pedirá contas a quem se vinga do seu irmão. Dessa forma, o dever de perdoar o irmão e não guardar rancor é um imperativo cristão.

O Salmo responsorial 102(103) é uma ação de graças ou um hino à misericórdia de Deus. O autor do Salmo bendiz ao Senhor e, em seguida, aponta as ações de Deus, as quais têm por tema central a misericórdia.

Na segunda leitura (Rm 14,7-9), Paulo, na sua carta aos Romanos, continuando a liturgia anterior sobre a ação  prática do Evangelho, nos fala para não criarmos ressentimentos.

“Ninguém dentre nós vive para si mesmo ou morre para si mesmo(...) é para o Senhor que vivemos; se morrermos, é para o Senhor que morremos” (Rm 14,7-8).

No evangelho de hoje, (Mt 18,21-35), Jesus continua o quarto discurso estendendo seu ensinamento a propósito da conduta que deveria ter seu discípulo na comunidade.

Mateus narra, após o diálogo sobre o perdão entre Jesus e Pedro, a parábola do devedor implacável, com foco no tema do perdão.

Esta parábola estabelece uma relação clara entre o perdão imenso e generoso de Deus e o perdão humano, ensinando-nos que é preciso perdoar o irmão se quisermos nos beneficiar do perdão de Deus.

Quem não perdoa o irmão não poderá exigir nem receber o perdão de Deus.

Vamos pedir a Jesus, que se oferece vivo na eucaristia, para que nos auxilie a compreender a dimensão de sua oferta de amor e perdão. Tenhamos coragem de viver para o Senhor, sintonizados com o seu amor, com a sua compaixão.  Ele nos perdoa de todas as iniquidades e traz cura à vida.

O homem é devedor perante Deus, tanto pelos benefícios recebidos, como pelos pecados cometidos. Pelos primeiros deve tributar-lhe adoração e ação de graças; e pelo segundo, satisfação. O homem da parábola não esteve disposto a realizar o segundo, pelo que se tornou incapaz de receber o perdão.” – São Tomás de Aquino

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