4º DOMINGO DA PÁSCOA
Com alegria celebremos neste domingo o mistério pascal de Cristo. Jesus é o Bom Pastor que entregou sua vida e nos chama a fazer o mesmo caminho de doação. Celebramos também o Dia Mundial de Oração pelas Vocações sacerdotais e religiosas.
Do 4º até o 6º Domingo do Tempo Pascal, a leitura do Evangelho volta a João, o quarto evangelho que não tem um ano litúrgico próprio, mas é lido sobretudo nos tempos da Quaresma (preparando a paixão) e da Páscoa (preparando a despedida de Jesus e a vinda do Espírito em Pentecostes).
Neste 4º Domingo, o Evangelho (Jo 10,1-10) é tirado do discurso sobre o Bom Pastor.
Neste ano A ouvimos o início do discurso em que Jesus fala da diferença na intenção e na atuação de ladrões e do pastor verdadeiro (ele mesmo, cf. v. 2), só este último tem acesso legítimo às ovelhas de modo que se pode apresentar como “porta” (vv. 7.9) para as ovelhas.
Em meio a tanto ruído e tantas vozes, é muito difícil distinguir a Verdadeira Palavra de Deus. Não é fácil reconhecer a verdade entre os milhares de “pastores” que diariamente, nos convidam a segui-los.
Batem à porta e, muitas vezes, até nos chamam pelo nome. Com voz mansa e doce, apresentam caminhos tentadores, oferecem prosperidade, vida farta, conforto, segurança e curas milagrosas de toda e qualquer enfermidade. Basta que se pague uma generosa taxa.
Com a agressividade do Covid 19 o mundo todo desesperado e, esses tais produtores de milagres desapareceram.
O Evangelho de hoje é um alerta e nos convida a refletir sobre os verdadeiros pastores e líderes dos nossos dias.
Neste trecho do Evangelho Jesus se apresenta como a porta das ovelhas. A Porta da segurança, a Porta que traz salvação para quem por ela passar. Mais adiante, no versículo 11, Jesus dirá: “Eu sou o Bom Pastor, aquele que dá a vida por suas ovelhas”.
A porta tem duas finalidades: a de permitir a entrada dos donos da casa, e também a de impedir o ingresso de estranhos. Jesus afirma que ele é a porta. É ele quem decide quem deve ter acesso às ovelhas e quem deve ficar longe do rebanho.
Por essa porta só o verdadeiro pastor pode passar, diz Jesus. O pastor autêntico deve ter os mesmos sentimentos e atitudes em relação às ovelhas. Deve amá-las e estar disposto a dar sua própria vida para salvá-las, assim como ele o fez.
Jesus deixa bem claro a diferença entre o bom e o falso pastor. Este último vem só para roubar, destruir e matar.
As ovelhas conhecem a voz do seu pastor, confiam e deixam-se levar. Sabem que, se for necessário, o pastor as carregará sobre seus ombros. Em segurança serão conduzidas para verdes pastagens e água abundante.
É preciso estar atentos, observar os mínimos detalhes, para não sermos enganados. O caminho é um só, não existem atalhos. O Bom Pastor não é reconhecido por falar manso e de forma poética, Ele é reconhecido pelas verdades que diz. Suas palavras nem sempre são doces, porém, são verdadeiras.
Jesus não nos abandona e está conosco todos os dias!
Lembremos que estamos no mês de maio, Mês de Maria, mãe de Nosso Senhor e nossa! Aos pés da cruz tornou-se nossa mãe, mãe da igreja e da humanidade inteira. Peçamos a sua intercessão e proteção neste momento de incerteza que vivemos, devido à pandemia.
Peçamos a Virgem Maria que interceda por nós junto a Jesus, para que sejamos cada vez mais sensíveis à dor do outro. Mas que a nossa sensibilidade não fique no sentimentalismo, mas se concretize através da caridade.

