MEU MILAGRE

O MEU MILAGRE

Esse é o Milagre de nosso irmão Cleber Vieira e de sua família!

A história da minha família nasce e caminha em paralelo com a Paróquia Santíssima de Trindade, onde posso dizer que é nossa segunda casa. Tudo começou no ano de 2002 quando estava em discernimento vocacional e estava na dúvida de qual o melhor caminho poderia seguir para servir a Deus, participei de encontros e convivências no Seminário São José, mas no fundo tinha um pouco de receio de entrar no seminário devido meu pai ser acamado e ajudava minha mãe a tomar conta dele. Do outro lado tinha a Gisele fazendo encontros vocacionais para dar entrada na Congregação Nossa Senhora de Belém (Porto das Caixas).

Na época, nosso Pároco (Pe. Wallace) sugeriu formarmos um grupo vocacional na Paróquia, esse grupo contava com a minha participação, Gisele e outras pessoas como Padre Rafael Santana e Padre Pedro Paulo, podemos dizer que esses encontros fez um grupo de amizade que nos ajudou bastante, foi nesse momento que comecei a conhecer a Gisele melhor e repensar nossa vocação.

Para adiantar a história, começamos a namorar em Julho desse ano e fomos acompanhados carinhosamente pelo Padre Wallace e também pelo então Reitor do Seminário, Padre José Octácio, o qual temos muito carinho e gratidão. Concretizamos nossa vocação no dia de Santa Terezinha (01/10/2005) na Paróquia Santíssima Trindade claro, não poderia ser diferente.

1º MILAGRE

Após 2 anos de casados resolvemos engravidar de nosso primeiro filho, tentamos por alguns meses e não tínhamos resultado positivo, foi quando começamos a investigar o motivo da dificuldade de engravidarmos, Gisele fez um exame de histerossalpingografia onde obteve um laudo que suas trompas eram inférteis e não tínhamos condições de engravidar. Foi uma notícia que nos tirou do chão, por isso é essencial estarmos sempre agarrados nas mãos de Deus, porque nessas horas que não sentimos o chão, nas mãos d’Ele que temos a segurança.

Ao apresentar o laudo e exame à médica, foi confirmado que as trompas de Gisele eram inférteis. Ela nos disse que deveríamos conviver com isso ou, se não estivéssemos confortáveis, poderíamos procurar uma pessoa que poderia confirmar tudo o que tinha sido realizado até então. Um especialista em reprodução humana que estudou bastante, para dar uma última palavra nesse tema.

Nós não nos conformamos e, mesmo sendo caro, nos esforçamos para esta consulta e foi aí que conhecemos o Dr. Mauro Bellece, o primeiro médico que falou diretamente que as coisas poderiam acontecer “se Deus quiser”. Um médico cristão, que pegou os exames e viu um casal com uma expectativa imensa de ouvir alguma palavra esperançosa daquele especialista, e ouvimos a seguinte frase:

“- Ninguém por esses exames pode dizer que vocês não podem ter filhos, vamos ver isso direito e se Deus quiser vocês terão filhos de forma natural!”

Foi o que aconteceu. Ele imaginou que alguma coisa pudesse estar obstruindo a passagem das trompas e não, necessariamente, ela se encontrava fechada.

Após mais alguns exames descobriu-se uma estenose que estava na entrada das trompas evitando que o contraste dos exames percorresse todo o sistema reprodutivo da Gisele e após um pequeno procedimento cirúrgico essa estenose foi retirada e pronto: três meses depois tínhamos a grande notícia que Juan estava a caminho.

Ah! Se não fosse Deus para nos dar a perseverança necessária para buscar até a última esperança, se não fosse Deus para colocar um profissional como Dr. Mauro Bellece, que falou de Deus e oração para chegarmos no resultado que parecia irreversível.

No dia 31/08/2009, Juan estava nos meus braços, ali naquele momento indescritível, que por dois anos da minha vida me deixei enganar que fosse impossível.  Me senti realmente sendo pai e ao olhar em Gisele a realização de ser mãe, o vocabulário humano é muito curto para expressar em palavras o que vivemos a partir dali.

2º MILAGRE

Quando Juan tinha acabado de fazer um ano, Gisele começou sentir alguns desconfortos abdominais e ao ir no médico teve receio de ser alguns resquícios da cirurgia de vesícula, que ela havia feito meses antes. O médico achou prudente passar uma ultrassonografia e nela veio a grande notícia, 3 meses de gravidez, sem nosso planejamento, mas o melhor, estava nos planos de Deus. A Julia estava vindo!

Quando Gisele estava na 35ª semana de gestação que equivale próximo de 8 meses, em uma Semana Santa, na terça-feira na parte da manhã, Gisele não se sente bem e fomos ao Hospital das Clínicas de Niterói onde foram feitos alguns exames e passaram apenas buscopam e repouso.

Às 23h do mesmo dia, Gisele vai ao banheiro e me chama e quando abro a porta vejo um rastro de sangue e ela muito nervosa; sabíamos que não era normal, pois o Juan estourou a bolsa e sabíamos como era, entretanto, dessa vez era diferente, Gisele não estava bem, o sangue não parava, liguei apressadamente para a Drª Sônia (obstetra) e recebi a seguinte orientação pelo telefone:

“-Vai rápido, corre muito com ela que isso pode ser bem grave!”

Nos dirigimos ao Hospital das Clínicas de Niterói mais uma vez correndo, a Drª Sônia já havia avisado ao plantão do Hospital, e nesse meio tempo fiz uma ligação para Pe. Wellington (que havia acabado de chegar da Missa dos Santos Óleos) pedindo oração e contando o que estava acontecendo.

Quando chegamos à recepção já havia uma equipe aguardando, mas assim que Gisele saiu do carro desmaiou. Colocamos ela na maca e a primeira coisa que o médico fez foi posicionar o estetoscópio na barriga da Gisele para tentar ouvir a Julia, paralelo a isso eu estava ligando novamente para a Drª Sônia para saber se ela estava chegando e quando ele viu que eu estava falando com a Drª Sônia pegou o meu celular bruscamente e disse para ela:

“-Sônia cadê você e a equipe? Já não escuto o bebê, corre senão vamos perder as duas!”

Ao ouvir aquelas palavras o mundo parece parar ao redor, já não conseguia acompanhar a velocidade que a equipe médica empurrava a maca, minhas pernas já não respondiam. O que eu podia fazer era clamar a Deus que salvasse minha esposa e minha filha.

Levaram ela direto para o Centro Cirúrgico. A Drª Sônia chegou junto mas, muitas pessoas da equipe não, porém quis a providência que naquele momento, na sala de cirurgia ao lado, estava acabando uma cirurgia de coração de mais de 8h de duração, vários profissionais, principalmente o anestesista e correram para auxiliar na cirurgia da Gisele. Fecham a porta e me deixam esperando em um corredor, sozinho, angustiado e me desfazendo em lágrimas.

Naquele momento só via equipes entrando, UTI Neonatal, Banco de sangue… Ao perguntar, todos só falavam a mesma coisa:

“ – Não podemos falar nada, Senhor! Somente o médico responsável.”

Foi quando também me fortaleceu ainda mais o sentindo de família, olhei para aquele corredor que era restrito e vi minha irmã caminhando na minha direção, colocou minha sobrinha de 1 ano no carro com meu cunhado e foram para lá, viver a via crucis do nosso lado, como Simão Cireneu ajudando a carregar a cruz. Perguntei como ela tinha conseguido chegar até lá em cima e ela disse:

“ – Não sei, fui entrando até te encontrar!”

Não tinha muito o que fazer a não ser esperar, parecia uma eternidade, aquela noite não passava. Mais ou menos um hora depois, abre a porta do Centro cirúrgico, sai vários profissionais em torno de uma incubadora que mais parecia uma nave espacial de tanta coisa que piscava e apitava; ali dentro tinha um embrulhinho entubado, era a Julia.

Tentei parar uma das pessoas e todos correndo com aquela incubadora disseram que não poderiam falar comigo, foi quando a menor delas, uma médica que chamava atenção pelo seu pequeno tamanho, mas que teve uma compaixão imensa de me falar:

“ – Pai, sou a médica de plantão responsável pela UTI Neonatal, não posso parar porque estamos tentando salvar sua filha, mas se você nos acompanhar correndo até a porta da UTI Neonatal dá para resumir algumas coisas para você.”

E assim fui eu atrás daquele pessoal, correndo, acompanhando aquele monte de números e tentando entender a explicação da médica:

“ – Pai, vou ser direta, sua filha nasceu morta, sem batimento cardíaco e sem respiração, tivemos que reanimá-la com massagem cardíaca e depois de um período ela respondeu. Fizemos todo o procedimento para estabilizá-la e agora temos que colocá-la na UTI Neonatal para examiná-la da forma que a situação exige!”

Perguntei se ficaria bem, se ela poderia falar de sequelas do trauma e ela me respondeu:

“Senhor, não sabemos o quanto tempo essa criança ficou sem respirar e sem batimento cardíaco, ao dar entrada no hospital o médico já havia identificado a ausência desses indicadores, então não posso te enganar, não ter sequelas é muito difícil, nosso objetivo é mantê-la viva, estabilizada e depois começar a investigar o impacto disso tudo, ‘nelazinha’.”

Já na porta da UTI Neonatal, de onde não poderia mais passar, perguntei se ela poderia me falar alguma coisa sobre minha esposa e ela disse rapidamente:

“- Não Senhor, não tenho autorização de falar sobre o estado da sua esposa. Volta daqui a uma hora aqui na porta da UTI Neonatal que podemos conversar mais um pouquinho sobre a Julia.”

Retornei para a porta do centro cirúrgico na esperança que alguém pudesse me dar uma notícia da condição de saúde de Gisele e por volta das 2h o médico plantonista que nos atendeu lá embaixo saiu do centro cirúrgico. Não tive outra alternativa a não ser cercá-lo e suplicar que ele me falasse o que estava acontecendo lá dentro. Foi quando ele me disse:

“- Oficialmente não posso dar um parecer, mas não posso deixar de falar com você: sua esposa está acordada e consciente, mas está com uma hemorragia que não estamos conseguindo controlar, já tomou mais de 4 bolsas de sangue para repor, estamos fazendo todo procedimento necessário que a medicina nos ensina, mas se o organismo dela não reagir, o útero não contrair, é difícil fazer uma previsão otimista para as próximas horas.”

Não conseguia falar nada, olhava meio atônito para ele, foi quando ele percebeu e me fez a seguinte pergunta:

“- Você acredita em Deus?”

Respondi:

“-É em quem mais acredito nesse momento!”

E ele me respondeu:

“- O que tínhamos que fazer, estamos fazendo, agora está nas mãos de Deus!”

Nesse momento que o médico falou que estava nas mãos de Deus eu comecei a entender que tudo podia dar certo, que em melhores mãos não poderia estar, o que poderia fazer era aguardar e confiar.

Mais ou menos 30 minutos depois, que mais pareciam 30 semanas, abre novamente a porta do Centro cirúrgico e era a Obstetra, fui rapidamente em direção a ela e ela foi logo me falando antes de chegar perto:

“- Calma pai, Gisele nesse momento está acordada e lúcida, o que tanto queríamos aconteceu, o útero dela contraiu o bastante para estancar a hemorragia, agora a situação está estabilizada.”

O que restava era esperar e já havia passado 1h hora que a pediatra responsável da UTI Neonatal me pediu para retornar e volto para saber notícia da Julia. Chegando lá a médica me atendeu e disse:

“- A Julia está surpreendendo, experimentamos deixar ela sem respirador por alguns minutos e a saturação dela ficou normal, deixamos seguir dessa forma, fizemos os primeiros exames de reflexos e ela respondeu a todos, nem parece que acabou de passar pelo trauma que foi o parto, mais é muito cedo para concluir qualquer coisa, vamos fazer uma bateria de exames e precisamos de 24h de observação para tentar os primeiros diagnósticos.”

Acabando de saber a notícia da Julia, que foi excelente para o momento, parecia que estava sentindo minha respiração novamente, voltei para a porta do centro cirúrgico. Gisele ficou cerca de 1h no centro cirúrgico sem ninguém mexer com ela, depois disso começou o procedimento de transferência para o CTI, onde utilizaram a mesma maca para não mexerem em nenhuma parte do corpo bruscamente e correr o risco da hemorragia voltar a acontecer.

E a noite estava encerrando e o dia nascendo, com Gisele no CTI, a Julia na UTI Neonatal e eu nos corredores do Hospital confiando na providência de Deus, era quarta-feira da semana santa, as duas equipes médicas me pediam 24h para dar um parecer mais completo da situação.

Na noite da quarta-feira vieram as notícias diferentes: a responsável da UTI Neonatal me avisou que todos os primeiros exames de Julia tinham dados normais, ela continuava com a saturação normal e sem aparelho, dava para ver no olhar da médica que conversava comigo a surpresa de, até então, não ter encontrado nenhuma sequela de tudo que a Julia tinha passado. Mas já com a Gisele as notícias estavam um pouco mais difíceis. Gisele estava fazendo exame de sangue de 3 em 3h e no último exame a taxa de glóbulos vermelhos no sangue tinha caído, o que poderia ser sinal da hemorragia voltando, mas eles acharam prudente apenas monitorar.

Na Quinta-Feira Santa cheguei ao Hospital cedo e uma das recepcionistas já avisa que os médicos queriam conversar comigo e quando cheguei no corredor do CTI, encontrei a Drª Sônia me esperando na porta. Claro que já assustadíssimo perguntei o que tinha acontecido e ela me disse:

“- Como você sabe Gisele está fazendo exame de sangue de 3 em 3 horas e desde ontem à noite as taxas de glóbulos vermelhos no sangue dela vem caindo, sinal que a hemorragia voltou, mas ela não está sangrando.”

Na hora já interrompi ela perguntando:

“- hemorragia interna?”

Ela com uma cara super desolada, respondeu:

“- Sim, esse era o meu medo. O chefe do CTI quer voltar com ela para o centro cirúrgico urgente, mas eu pedi uma tomografia antes para identificar onde está a hemorragia, para sermos assertivos, porque ‘abrir’ Gisele novamente hoje vai ser muito difícil para o organismo dela e sinceramente tenho medo dela não voltar.”

Pronto, foi desesperador ouvir aquilo, me restava esperar acabar a Tomografia e a decisão dos médicos do que iriam fazer naquela situação. Depois do exame a médica me chama novamente e avisa que na tomografia não foi identificada nenhuma hemorragia, voltaram com ela para o CTI e continuou a discussão do que fazer, uma vez que as taxas despencavam e não era identificado nenhum tipo de hemorragia e Gisele estava aparentemente bem, lúcida e conversando.

Enquanto isso a Julia estava na UTI Neonatal tirando seus cochilos tranquila, como se nada tivesse acontecido (rs). Todos os exames continuavam dando normais e ela respondia bem a todos os estímulos.

Mais tarde a médica me procurou novamente com um sorriso no rosto, meio que de alívio, e me disse que ligou para o anestesista da equipe para contar que havia o risco de fazer uma nova cirurgia devido à queda das taxas de sangue e ele na hora avisou para não mexerem em Gisele antes de 48h, porque um dos muitos remédios aplicados no desespero de mantê-la viva poderia mascarar o exame de sangue nesse período e se ela não tinha outro sintoma, não era indicado mexer com ela.

Aquele homem também foi a voz de Deus. Mantiveram ela no CTI e na noite de quinta para sexta-feira as taxas começaram a retornar para normalidade. Na verdade não tinha hemorragia nenhuma, era um “coquetel” de remédio ainda circulando no sangue de Gisele, o sangue novo e velho juntos. Ufa, que alívio!

Sexta-Feira Santa passo pela manhã na Paróquia antes de retornar ao Hospital, pouco antes do início do encontro das Imagens, para falar com o Padre Wellington, e os amigos paroquianos passavam por mim me abraçando e dando força, avisando que daria tudo certo, que Gisele e Julia estavam nos pedidos de oração durante boa parte da vigília da Semana Santa.

Saí da Igreja direto para o hospital, com uma confiança maior em Deus, com uma certeza de que tudo iria dá certo e foi o que aconteceu dali em diante. Na sexta-feira Gisele passou muito bem, com suas taxas estabilizadas, Julia continuava deixando médicos e enfermeiros de ‘queixo caído’, com repetidos exames dando completamente normais.

No Sábado de Aleluia a médica de Gisele me avisou que o pior tinha passado: Gisele estava mais de 48h estabilizada, já tinha passado para o quarto, com uma recuperação muito boa e se continuasse assim no Domingo, poderia ter alta.

Conversando com os médicos da UTI Neonatal, eles ainda estavam muitos surpresos e mais uma vez solicitaram todos os exames possíveis, não queriam fazer qualquer diagnóstico fora de risco se não tivesse mais exames respaldando.

No Domingo de Páscoa, dia do Senhor, Ele que me presenteou com duas notícias maravilhosas, a primeira da alta da Gisele, pediram para após o almoço leva-la para casa. E na UTI Neonatal os novos exames foram feitos e mais uma vez tudo estava normal, e a notícia veio da voz da médica responsável:

“- Realmente a Julia nos surpreendeu, não identificamos nenhum problema com ela!”

Eu na maior esperança de levar as duas para casa, perguntei logo:

“- Ela vai ter alta?”

“- Sim, mas não hoje, vamos observar por 24h e depois libera-la!”

Descobri ali que ia levar somente uma das minhas princesas para casa naquele Domingo de Páscoa, mas só em ir para a casa e não conviver com a palavra “risco” que convivi comigo tantos dias já foi maravilhoso.

No outro dia estávamos lá, prontos para buscar nossa princesa, nossa Julia tendo alta, sem nenhuma sequela, uma criança saudável e linda nos nossos braços.

Sim, foi a Semana Santa mais intensa que já vivi na vida, mas foi a Semana Santa que me mostrou que Deus é bom o todo tempo, que não nos deixa só, que para sempre poderemos olhar para o lado em casa e lembrar que MILAGRE existe e faz parte da nossa família.

Um ano depois estávamos comemorando o aniversário de 1 ano da Julia e o tema não poderia ser diferente “Sou um milagre e estou aqui!”. Neste dia agradeci publicamente a Deus por tudo que Ele fez e assim repeti nos últimos anos, porque prometi a Deus e principalmente a mim mesmo que, enquanto puder, contarei a história da minha família e, se alguém quiser conhecer um milagre, estarei pronto para apresentar a Julia.

A história é minha, mas honra e glória é de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Um comentário sobre “O MEU MILAGRE

  • Meu irmão em Cristo, só quem vive momentos como esse sabe o quão poderoso é o poder de Deus em nossas vidas. Você conhece bem a história da minha família com a chegada do Daniel o nosso milagre, não só ele mas também a vida de Juliana. Somos Eternamente gratos a Deus por esses milagres! Deus abençoe a sua família.

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