4º DOMINGO DA QUARESMA
Se no domingo passado o tema Batismal foi a água, neste 4º Domingo da Quaresma, Jesus abre os nossos olhos. O tema batismal será a luz. Jesus, a Verdadeira Luz, que retira das trevas, que devolve ao cego a luz dos olhos e dá ao mundo a luz da fé.
Hoje é também chamado de Domingo Laetare ou Domingo da Alegria, por verificarmos que a nossa salvação se aproxima.
O caminho quaresmal convida-nos a ouvir a voz de Deus, a lançar-nos com confiança nos braços de Jesus, Luz do Mundo.
A primeira Leitura (1Sm 16,1b.6-7.10-13 a) narra a unção de Davi como Rei que tem como critério a escolha por iniciativa exclusiva de Deus, pois “o homem vê as aparências, mas o Senhor olha o coração”.
Entre os filhos de Jessé, Samuel resolve ungir Davi, aquele que não tinha condições de ser escolhido por sua frágil aparência. As aparências podem enganar. Deus vê de modo diferente do olhar dos homens.
A unção de Davi nos remete para ao batismo de Jesus por João Batista, quando foi ungido pelo Espírito do Senhor a fim de exercer sua missão de Messias, Servo Sofredor. Lembra também a nossa unção batismal.
O texto mexe com nossas posturas e nos faz refletir porque costumamos julgar as coisas e as pessoas pela aparência. Colocamos rótulos. Agimos muitas vezes preconceituosamente, sem conhecer a pessoa ou a situação.
O que o homem vê não é o que importa: o homem vê a face, mas o SENHOR olha o CORAÇÃO.
Na segunda Leitura (Ef 5, 8-14), Paulo conclama aos cristãos de Éfeso para uma escuta da voz de Deus, que fala em seus corações, chamando-os a viverem na luz.
Aquele que ouve a voz do Filho amado de Deus e assume sua própria vocação torna-se criatura nova, uma fonte de luz.
O Evangelho de João (Jo9, 1-41) apresenta-nos o sexto sinal realizado por Jesus ao dar a visão ao cego de nascença.
“Fui, lavei-me e estou vendo”. O cego não só recobrou a vista, mas se lhe abriram os olhos da fé em Jesus, como Salvador e “Luz do mundo”. Os olhos do cego vão se abrindo aos poucos para a fé. Primeiro ele diz: “aquele homem que se chama Jesus” (v. 11);
Depois, que Jesus é um profeta (v. 17); em seguida, que é o Cristo (v. 22), é um homem de Deus (v. 33), é o Filho do homem (v. 35) e, finalmente, que é o Senhor (v. 38). Enquanto o cego se abre cada vez mais à fé em Cristo, os fariseus se fecham sempre mais em sua cegueira.
Então, Jesus conversa com ele, e o cego confessa sua fé e diz: “Eu creio, Senhor!” – e o adora. É admitido, portanto, à comunhão com Cristo.
A fé começa com o primeiro encontro com Jesus, cresce com o testemunho do cego e chega à plenitude com o novo encontro com Jesus.
Fica a pergunta: No momento atual quais são as cegueiras que nos afetam?
Vamos encerrar essa reflexão com esta singela oração: “Aumenta Senhor a minha fé e abre meus olhos para o amor, para a justiça e para a fraternidade. Guia meus passos e me dê coragem para enfrentar os opressores”.
Fonte: Reflexão baseada nas leituras dos livros: Igreja em Oração – Nossa missa no dia a dia – Ano V – N. 63 – Ano A – Março 2020 – pág. 91-94 – CNBB; Liturgia Dominical, Editora Vozes; O Caminho Aberto por Jesus, da Editora Vozes; Comentários aos Evangelhos dominicais e Festivos, da Editora Santuário; Reflexões e Sugestões Litúrgicas Deus Conosco – 2020.

