6ª SEMANA DO TEMPO COMUM – Segunda-Feira – 15 de Fevereiro – Mc 8,11-13
Deus, já desde o princípio, entrevê o seu projeto de salvação, a vitória sobre a morte e sobre o mal, que será oferecida ao homem por Jesus morto e ressuscitado.
As palavras de Jesus atraíam todos os que tinham permanecido fiéis à mensagem dos profetas.
Os fariseus, embora reconhecessem como essencial à Lei o amor a Deus e ao homem, substituíam o espírito da Lei pelas múltiplas práticas e detalhes insignificantes das tradições cultuais.
Afastavam-se assim dos ensinamentos dos profetas e, por isso, sentiam-se em conflito com Cristo, que considerava muito mais importante o amor a Deus e aos homens do que as prescrições estabelecidas por eles.
Então, puseram-se a discutir com Jesus, e “para pô-lo à prova, pediam-lhe um sinal vindo do céu”.
A serenidade do Senhor é impressionante, porque não foram poucos os milagres e sinais que Ele já tinha realizado.
Que queriam eles? Qual sinal do céu?
S. João Crisóstomo responde:
Sem dúvida, pensavam que Ele devesse parar o sol, ou pôr freio à lua, ou fazer cair raios do céu ou transtornar a atmosfera ou algo nessa linha. Seus inimigos talvez pensassem nos sinais que ocorreram no tempo do faraó. Caso pudéssemos responder, diríamos que, naquele caso, tratava-se da libertação da escravidão de um inimigo, daí a razão de tais sinais. Aquele que ali estava, porém, se apresentava como amigo a seus amigos, não tendo necessidade de tais sinais”.
Indignado, Jesus nega-lhes o direito de um sinal, “e deixando-os, embarcou de novo e foi para a outra margem”.
Ao desejarem que Ele autenticasse a sua obra, os fariseus, ao menos indiretamente, estavam reconhecendo a liberdade com que Ele, como os profetas, agia nas interpretações da Lei.
Mas seus corações permaneciam distantes e fechados ao grande acontecimento de sua vinda.
A intenção deles era simplesmente experimentá-lo e desmascará-lo.
Comentando esta passagem, somos exortados a não termos, como os fariseus, os olhos do corpo fechados ao Senhor. O melhor a fazer é contemplá-lo com os olhos do coração: “Se assim o fizerdes, em vossos olhos resplandecerá a brilhante luz do seu olhar e podereis dizer: ‘A luz do teu rosto, Senhor, deixou o seu sinal em nós’”.
- Leituras do Dia:
- Gn 4,1-15.25
- Sl 49(50)
- Mc 8,11-13
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