31a. SEMANA DO TEMPO COMUM – Quinta-Feira – 05 de Novembro
Hoje, o evangelista da misericórdia de Deus, São Lucas, nos expõe duas parábolas de Jesus que iluminam a conduta divina para com os pecadores que regressam ao bom caminho.
Com a imagem tão humana da alegria, nos revela a bondade de Deus que se alegra com o retorno de quem havia se afastado do pecado. É como um retorno à casa do Pai (como dirá mais explicitamente em Lc 15,11-32).
O Senhor não veio para condenar o mundo, e sim para salvá-lo (cf. Jn 3,17), e fez tudo isso acolhendo aos pecadores que com plena confiança. «Aproximavam-se de Jesus os publicanos e os pecadores para ouvi-lo» (Lc 15,1), já que Ele lhes curava a alma como um médico cura o corpo dos enfermos (cf. Mt 9,12).
Os fariseus eram tidos como boas pessoas e não sentiam necessidade do médico, e por eles -disse o evangelista que Jesus propôs as parábolas que hoje lemos.
Se nós nos sentimos espiritualmente enfermos, Jesus nos atenderá e se alegrará ao aceitarmos Sua ajuda. Contudo, se nós, como os orgulhosos fariseus pensarmos que não é necessário pedir perdão, o Médico divino não poderá fazer nada por nós.
Quanto agradecimento também devemos sentir pelo sacramento da reconciliação que pôs ao nosso alcance tão compassivamente! Que a soberba não nos faça menosprezar. Santo Agostinho nos disse que Jesus Cristo, Deus Homem, nos deu exemplo de humildade para curar-nos do tumor da soberba, «já que grande miséria é o homem soberbo, mas maior é a misericórdia de Deus humilde».
Digamos ainda que a lição que Jesus dá aos fariseus é exemplar também para nós; não podemos nos afastar uns dos outros, ter mágoa, rancor… O Senhor quer que nos amemos como Ele nos amou (cf. Jn 13,34) e devemos sentir grande alegria quando conseguimos levar uma ovelha errante ao redil ou recobrar uma moeda perdida.
- Leituras de Hoje:
- Fl 3,3-8a
- Sl 104
- Lc 15,1-10
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