2ª SEMANA DA QUARESMA – Quinta-Feira – 04 de Março – Lc 16,19-31
No Evangelho de hoje, segundo a parábola, o rico não é condenado por ser explorador, por tratar mal seus empregados, por este ou aquele ato, mas porque, enquanto se banqueteava em “festas esplêndidas”, não via o pobre faminto em frente à sua casa. Foi insensível e indiferente à necessidade do pobre.
Eis o grande pecado de hoje, o abismo que separa ricos e pobres: a indiferença, que pode tornar-se definitiva, permanente, até a eternidade.
O perigo da riqueza mostra-se real quando desumaniza a pessoa, tornando-a insensível e indiferente à realidade de miséria e sofrimento de muitos filhos e filhas de Deus. A razão de ser dos bens, fruto do trabalho de todos, é a promoção de todas as pessoas da sociedade.
Muitos países ricos estão construindo um abismo, fechando a porta a imigrantes que buscam – em meio à angústia e necessidades – vida com dignidade. Nações ou grupos multinacionais controlam a riqueza e fazem dela fonte de divisões em favor de seu domínio econômico.
Há também o abismo da discriminação e da intolerância derivada da cor, do gênero e da cultura – esquecendo que nos tornamos mais humanos quando nos relacionamos com a diversidade e a aceitamos.
O planeta Terra é a casa de todos ou a “casa comum”, onde convivemos com todos e nos sentimos em nosso próprio lar, usufruindo dos frutos do trabalho humano e dos bens – dons de Deus – que a própria natureza nos fornece.
Chamados a participar da Eucaristia, o banquete da vida eterna, acolhamos o apelo que a liturgia nos faz para evitarmos uma vida de indiferença e egoísmo e procurarmos a justiça e o amor. Que a Palavra de Deus abra nossos olhos e ouvidos para vermos a realidade em que vivemos e escutamos o clamor dos lázaros sofredores.
- Leitura do Dia:
- Jr 17,5-10
- Sl 1
- Lc 16,19-31
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