18º Domingo do Tempo Comum
Jesus, o verdadeiro médico dos enfermos e o verdadeiro pão dos famintos
Você sabia que agosto é o mês vocacional? A cada domingo deste mês, a Igreja dedica a celebração a uma determinada vocação.
- No primeiro, dedicado às vocações sacerdotais, celebra-se o dia do Padre, no segundo, dedicado à vocação familiar, comemoramos o Dia dos Pais.
- No terceiro domingo, dedicado às vocações religiosas, celebramos o Dia da Vida Religiosa, e por fim, no quarto, celebrando as vocações leigas, comemoramos o Dia do Catequista.
Neste primeiro Domingo do mês vocacional, somos convidados a refletir sobre a vocação para o ministério ordenado, que compreende os Diáconos, os Sacerdotes e os Bispos, homens dóceis às orientações do Espírito Santo que deram sua resposta ao exigente convite: “Vem e segue-me”, configurando-se assim com o coração do Bom Pastor.
O profeta Isaías, Primeira Leitura (Is 55,1-3) usa a expressão de comprar trigo, vinho e leite sem pagar. O que ele quer nos dizer é que Deus nos dá muito mais do que podemos retribuir.
Deus é infinitamente generoso, mesmo quando estragamos a festa da vida e nos ajuda a compreender que esse alimento abundante e gratuito é a Sua Palavra.
A gratuidade vem de Deus, por Jesus e se prolonga na ação da partilha dos discípulos, que põem tudo a disposição de todos. A generosidade faz parte do Reino de Deus.
Com a multiplicação dos pães (Evangelho Mateus 14,13-21), evidencia-se uma das características das comunidades cristãs: a partilha.
É por meio da partilha solidária que acontece o milagre da multiplicação e da abundância, onde todos se saciam e ainda sobra para os que virão depois.
“A fome de tantas pessoas é sinal de que o projeto de Deus não foi respeitado e que seu Reino ainda não se completou”.
A compaixão é um sentimento divino que leva Jesus a socorrer as pessoas em suas necessidades. A exemplo de Jesus, somos convidados a fixar nosso olhar nos novos excluídos:
Migrantes, refugiados, vítimas do tráfico, analfabetos tecnológicos, moradores de rua, enfermos, idosos, desempregados…
Que os gestos de compaixão de Jesus, despertem em nós, os mesmos sentimentos de solidariedade e compromisso com os excluídos dos bens da sociedade.
Na abertura solidária para os outros, a melhor oferta do pão, que ninguém recusa porque não marginaliza, são:
- O amor, a acolhida, o respeito à dignidade de cada pessoa.
Talvez esse seja o pão de que mais se tenha fome em nossos dias.
Jesus continua pedindo: “Dai-lhes vós mesmos de comer”!
Curiosodade:
O Papa Francisco recordou o que os missais antigos continham uma oração extremamente bonita para pedir o dom das lágrimas. A oração começava assim:
“Senhor, vós que confiastes a Moisés o mandato de bater na pedra para que dela brotasse água, bate na pedra do meu coração, para que eu verta lágrimas. (…)
quantos de nós choram diante do sofrimento de uma criança, perante a destruição de uma família, diante de tantas pessoas que não encontram o seu caminho?”
Um domingo repleto do amor de Deus e do dom da Partilha a cada um de nós, Amém!

