FORMAÇÃO

3º Domingo da Quaresma – “CRISTO, FONTE DE ÁGUA QUE JORRA PARA A VIDA ETERNA!” – ANO VOCACIONAL NACIONAL – Campanha da Fraternidade – 12 de Março de 2023 – Ano A

Neste 3º Domingo da Quaresma, a liturgia nos apresenta o texto do Evangelho de João (4,5-42), que narra o encontro de Jesus com uma samaritana. Em plena luz do dia, marcado pelo sol escaldante da Galileia, Jesus senta-se junto à fonte de Jacó. Cansado fisicamente da caminhada de peregrino, vai ao poço e aí acontece um encontro com uma mulher samaritana, sem nome, que, com certeza, sempre ia para aquele poço buscar água.

Aquela mulher viverá uma experiência de encontro, nunca esperado, pois aquele meio dia não foi comum como os outros. Algo mudou a sua vida completamente. Ela era de um grupo de pessoas descriminadas pelos judeus e, por isso, nunca esperaria um encontro com um mestre de Israel, um profeta, tão próximo, que lhe ouvisse e até ousasse pedir-lhe água para beber.

Na 1a Leitura (Ex 17, 3-7) relata a sede do povo no deserto. O deserto é o processo entre a escravidão e a liberdade. Só na terra prometida, o povo vivenciará a abundância dos bens prometidos. No caminho, ele vai enfrentando muitos desafios, sejam de ordem naturais ou humanos.

Na 2ª Leitura (Rm 5, 1-2.5-8), o Apóstolo Paulo confirma que Deus está no meio de nós, por isso caminhamos com expectativas para o futuro: “A esperança não decepciona. Sei em quem acreditei”. Cristo é o caminho para o qual devemos olhar. Se olharmos para nós mesmos, vamos afundar, como Pedro: “Afasta-te de mim, Senhor… Senhor, socorra-me”. Quando éramos fracos, pecadores, ímpios, Cristo morreu por nós. Os grandes convertidos ficam, também, comovidos por este amor. Na fragilidade dos irmãos, não é justo identificá-los com o mal: toda pessoa é maior do que sua culpa: “Não quero a morte do pecador, mas que se converta e viva”. Nossa missão não é apontar quem não merece se aproximar do sagrado, mas chamá-los à salvação. Peçamos os meios e a forma certa.

A Comunidade é um poço que gera vida, na qual se faz a experiência com Deus, se encontra a salvação: “E muitos outros creram por causa da palavra”. Mas, para o evangelizador (Samaritana): “Convém que Ele cresça e eu diminua”. Todos testemunhavam o crescimento na fé: “Já não cremos por causa das tuas palavras, pois nós mesmos estamos convictos de nossa fé. Ele é a nossa salvação”. A quem iremos? “Só tu tens palavras de vida eterna”.

Sede de um povo no deserto, sede de uma mulher no poço, sede nossa. A sede é símbolo de uma necessidade íntima e vital. Mas além da sede fisiológica, há uma sede mais profunda na sociedade e em cada indivíduo. Na procura de saciá-la, procuramos ‘coisas’, ‘bens de consumo’, sendo eles, os mais fáceis, mais cômodos, mais seguros, mais oportunos. Nada nos basta, nada nos satisfaz.

A técnica, a ciência, o comércio, o capital, o poder não saciam a sede de amor, de paz, de perdão, de reconhecimento, de felicidade, de esperança, de justiça, de misericórdia que todo ser humano sente. Esta sede só será saciada por Jesus Cristo que se faz água viva.

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