FORMAÇÃOLITURGIA DIÁRIA

Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos – Dia do Papa – “TESTEMUNHAS DO EVANGELHO, GUARDIÕES DA FÉ” – 03 de Julho de 2022 – Ano C

Desde os tempos das catacumbas, quando os cristãos se reuniam às escondidas por causa da perseguição que sofriam, a Igreja celebra juntos, Pedro e Paulo. Pedro, que no Evangelho de hoje aparece proclamando a fé, foi chamado a ser fundador da Igreja primitiva sobre a herança de Israel. Foi chamado a formar comunidades com os judeus convertidos ao cristianismo.

Paulo, que era perseguidor dos cristãos, foi chamado a fundar a Igreja entre os gentios, também chamados de pagãos. Um pela cruz, outro pela espada, ambos sofreram a coroa do martírio. Os dois congregaram a única família de Cristo e recebem hoje, por toda a terra, igual veneração. Importante frisar que, além da celebração de hoje, estes dois apóstolos possuem ainda as memórias litúrgicas do dia 25 de janeiro, Festa da Conversão de São Paulo, e do dia 22 de fevereiro, Cátedra de São Pedro. Isto para mostrar a importância que a Igreja dá a estes Apóstolos desde sempre.

Na liturgia que nos foi apresentada, a 1ª leitura (At 12,1-11) mostra uma Igreja perseguida por sua fé. A vida das testemunhas de Cristo reflete a do Mestre. Pedro é preso nos dias dos pães ázimos como Jesus. A testemunha é sempre alguém que incomoda, e, como Jesus, é exposto ao sofrimento e à morte. Mas a missão de Pedro ainda não terminou. A Igreja está em oração incessante e a oração é atendida pelo envio de um anjo. Uma Igreja perseguida reza como Jesus e como Ele recebe a força de Deus.

A 2ª leitura de 2Tm 4,6-8.17-18 traz o testamento de Paulo. Ele entende seu martírio como a suprema oferta de si mesmo e como ponto alto do seu ministério. Ao mesmo tempo, proclama como o Senhor o libertou e socorreu. Para Paulo, a hóstia oferecida a Deus são os fiéis conquistados para Cristo. Ofertando-se deu sinal de sua total doação em favor daqueles que se converteram após ouvirem a Boa Nova de Jesus.

O Evangelho (Mt 16,13-19) revela que o segredo do testemunho de Pedro e de Paulo é a fé em Jesus, reconhecido como Filho de Deus. Tal como o martírio, esta fé é um dom do próprio Deus: “não foi um ser humano que te revelou isto, mas o meu Pai que está no céu”. Ao mesmo tempo em que se torna a suprema forma de felicidade: “feliz és tu…”. A fé mostra a aliança que une indissoluvelmente o discípulo ao Senhor e o Senhor ao discípulo.

O martírio destes santos, lança-nos na direção da comunhão com todos os santos que nos precederam na fé e nos chama a uma santidade de vida nos dias atuais. Pedro, Paulo e todos os Apóstolos, sempre foram lembrados pela Igreja como um sinal de unidade. Assim deve ser a vida dos discípulos missionários de Cristo no mundo de hoje. Mais do que relatos lendários e extraordinários, a santidade caminha numa direção mais concreta.

Apesar de experimentarmos ao longo de nossa vida poucas experiências de grandes milagres, nossa vida deve ser atravessada por uma grande doação a Cristo e a Igreja numa fiel e obediente escuta à Palavra e comunhão com os irmãos. A grande obra dos Apóstolos que hoje celebramos foi viver o discipulado e obediência a Jesus. Com Ele estabeleceram uma aliança para vida toda. É por isso que são chamados de “colunas da Igreja”.

Na escola destes dois importantes mártires da história da Igreja, imitemos sua doação missionária e ofereçamos ao mundo uma fé viva e atuante.

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