FORMAÇÃOLITURGIA DIÁRIA

SAGRADA FAMÍLIA: JESUS, MARIA E JOSÉ – Ano C – 26 de Dezembro de 2021

“Três dias depois, o encontraram no Templo.”

A Festa da Sagrada Família insere-se, teologicamente, na linha da missa da Noite de Natal: a contemplação da condição humana de Jesus. Mas aproveita esta contemplação para encaminhar algumas atitudes concretas para a vida de todos os cristãos de boa vontade, especialmente no relacionamento para com a família, a célula “mater” da sociedade.

A vida da família de Jesus, e, especialmente, a vida de Jesus é um modelo para a vida de todas as famílias cristãs e de todas as comunidades, não somente na linha moralista, nas na linha de comunhão de vida e comunhão de amor, aonde as vidas se fundem em um só coração e em uma só alma.

Somos família também porque a fé em Cristo nos faz todos irmãos e irmãs. Jesus veio fazer parte da grande família humana, revelando a dignidade de todos e de cada ser humano. Veio também congregar numa só família, que é a Santa Igreja Católica, aqueles e aquelas que, acolhendo ao projeto do Pai, se põem a viver e construir novas relações entre si, relações de amor, de serviço e de vida.

A Sagrada Família nos é apresentada hoje cumprindo seus deveres religiosos, indo a Jerusalém, cidade central do cristianismo, como faziam todos os anos, para festa da páscoa.

José e Maria , partem, voltam para sua cidade, após a festa de páscoa e, sem perceberem o menino Jesus fica em Jerusalém. Ao notarem sua falta, e constatarem que Ele não estava na caravana, voltam a Jerusalém. Naquela época, os laços familiares prendiam fortemente as pessoas, tinham sua liberdade limitada. E o menino Jesus rompe esses laços, para Ele as orientações do Pai eram muito mais importantes, suas atenções estavam voltadas para Deus, sua família humana ficou em segundo plano.

Após três dias, pai e mãe encontram o filho no Templo, interrogando e ouvindo os doutores da Lei. Apesar do susto, os pais o admiram. Com angústia e sofrimento, Maria pergunta: “Meu filho, por que agiste assim conosco?” E o menino Jesus responde com uma interrogação: “Vocês não sabiam que eu devo estar na casa de meu Pai?” Jesus revela-se como Filho de Deus. Diálogo difícil. José e Maria naquele momento não compreenderam. Mas a fé e a confiança mostram o caminho. Maria e José amadurecem a sua fé em meio às perplexidades, sofrimentos e alegrias. Com o tempo, as coisas vão se tornando mais clara. “Maria conservava no coração todas essas coisas”, e podemos dizer a mesma coisa de José.

Ao retornarem para Nazaré, Jesus é obediente a seus pais. Para os judeus, ser obediente e submisso aos pais era colher seus ensinamentos e manter-se fiel a Deus. Maria sabia que não podia reter Jesus para si, educa seu filho, não para si, mas para a humanidade, pois se aproximava o tempo de sua missão.

Jesus, como qualquer um de nós, cresceu, descobriu e aceitou e viveu o seu caminho, e através de sua humanidade realizou sua missão.

Peçamos ao Pai, para que assim como Jesus, Maria e José, nossas famílias, jovens, crianças, cresçam em sabedoria e graça. Sempre respeitando uns aos outros, e nunca deixando de fazer a vontade do Pai. Tenhamos na Sagrada Família, um verdadeiro modelo de crescimento na fé, confiança e fortalecimento dos laços familiares, que o Espírito Santo oriente nossa vida para Deus.

Leituras do Dia:

  • Eclo 3,3-7.14-17a (versão grega: 3,2-6.12-14)
  • Salmo 127 (128)
  • Col 3, 12-21
  • Lucas 2,41-52

#sagradafamília

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