33º DOMINGO DO TEMPO COMUM – Dia Mundial dos Pobres – Ano B – 14 de Novembro de 2021
Perto de encerrar mais um Ano Litúrgico, os textos de hoje nos recordam a direção para onde caminhamos: enquanto aguardamos o retorno de Jesus, celebramos a Aliança.
Por isso, não temos morada permanente aqui. Assim, é preciso estarmos atentos aos sinais e revestir-nos de esperança, para não desanimarmos, especialmente na prática do bem e na fidelidade ao Evangelho.
Nestes tempos difíceis em que vivemos, renovemos nossa fé no Senhor que virá um dia para restaurar seu Reino de justiça e paz, e lembremo-nos sobretudo dos pobres, cujo dia celebramos hoje.
Na Primeira Leitura, Dn 12,1-3, o povo de Deus estava sob a dominação dos gregos e alguns se perguntam se os bons e os maus vão para o mesmo lugar depois da morte.
A resposta do profeta Daniel é clara: alguns despertarão para a vida e outros para a vergonha e desgraça. Na carta aos romanos o apóstolo Paulo completa: haverá vida eterna, glória, honra e paz para aqueles que perseveram na prática do bem. Haverá ira, indignação, tribulação e angústia para todo aquele que pratica o mal (cf. Rm 2, 6-10).
O texto do Evangelho de hoje, Mc 13,24-32, recorda fatos ocorridos nos anos 66-70: o cerco da cidade, as batalhas, a tomada de Jerusalém, a profanação e destruição do templo. Tudo isso parecia ser o fim do mundo e a sentença condenatória de Deus.
Tudo acabou! É o fim! Jesus diz que não é bem assim. O discípulo precisa estar bem preparado para a chegada do Messias. Não pode desanimar nem se entregar à falta de fé.
Hoje é o quinto ano dedicado aos pobres. O Papa Francisco deseja suscitar uma reflexão, oração e ação em favor das pessoas mais carentes e vulneráveis da sociedade. Diz o nosso Papa:
“Como se pode dar uma resposta palpável aos milhões de pobres que tantas vezes, como resposta, só encontram a indiferença, quando não a aversão?
Qual caminho de justiça é necessário percorrer para que as desigualdades sociais possam ser superadas e seja restituída a dignidade humana tão frequentemente espezinhada? Um estilo de vida individualista é cúmplice na geração da pobreza e, muitas vezes, descarrega sobre os pobres toda a responsabilidade da sua condição.
Mas a pobreza não é fruto do destino; é consequência do egoísmo. Portanto é decisivo dar vida a processos de desenvolvimento onde se valorizem as capacidades de todos”.
Leituras do Dia:
Dn 12,1-3
Sl 15(16)
Hb 10,11-14.18
Mc 13,24-32 (profecia escatológica)
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