FORMAÇÃOLITURGIA DIÁRIA

6º DOMINGO DA PÁSCOA – “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” – Ano B – 09 de Maio

Celebramos hoje o domingo com o Evangelho (Jo 15,9-17) do mandamento novo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. O amor é dom e missão. O Ressuscitado nos confia a missão de repartir e de multiplicar seu amor, para que nossa alegria seja completa.

A liturgia deste 6º domingo do Tempo Pascal convida-nos a contemplar o amor de Deus, revelado na pessoa, nos gestos e nas palavras de Jesus e atualizado na vida e nas ações de seus seguidores.

As mães que, com carinho lembramos neste dia, são expressão do amor de Deus para com seu povo. Celebremos a páscoa de Jesus que se revela em todas as pessoas e grupos que se deixam conduzir pelo Espírito do amor. Dão continuidade à missão do Filho de Deus por seus gestos solidários em favor dos excluídos da sociedade egoísta e concentradora de bens.

A Boa Nova do Reino anunciado por Jesus difunde-se aos homens e mulheres de todas as raças e nações. O testemunho que nos é narrado neste domingo tem como cenário a grande cidade de Cesareia, na costa da Palestina. Pedro é acolhido por Cornélio, oficial romano responsável, em Cesareia, por uma unidade básica das legiões romanas. Ouvindo a palavra de Pedro, o oficial e sua família se convertem. Uma conversão que se reveste de significado especial para a expansão do cristianismo entre os gentios (1º Leitura – At 10,25-26.34-35.44-48).

Diante da notícia de que o anúncio da Boa Nova de Jesus suscita novos seguidores, o ministro do Salmo convida a cantar: “Cantemos com alegria, pois ‘O Senhor fez conhecer a salvação, revelou sua justiça às nações”. Salmo 97(98)

O Apóstolo João escreve às comunidades da Ásia Menor. Ali, os cristãos, face às influências de certas seitas heréticas, estavam atravessando uma crise, vacilantes quanto à verdadeira fé. O mandamento do amor ao próximo era veementemente negado por tais seitas. Para João, o amor ao próximo é exigência básica para a fé cristã. Deus é amor. Ninguém pode dizer que está em comunhão com ele se não se deixar contagiar por seu amor, amando ao próximo (2º Leitura – 1Jo 4,7-10).

Na liturgia, recordamos e bendizemos o grande amor de Deus para com seu povo. Nós experimentamos seu amor, sentimos sua presença e aprendemos, deste modo, também a reconhecê-la em nossa vida quotidiana.

Ele nos amou por primeiro, e continua a ser o primeiro a nos amar. Ele nos ama, nos faz ver e experimentar seu amor. À participação ativa, interna e externa na ação litúrgica, nos faz experienciar o amor de Deus, sentindo sua presença e aprendendo a reconhece-lo nos acontecimentos da história.

A Eucaristia é o sacramento do amor. É o amor maior, que se exprime mediante o sacrifício, a presença e a comunhão. O amor exige sacrifício. A Eucaristia significa e realiza o sacrifício da cruz, na forma de ceia pascal. Nos sinais do pão e do vinho, Jesus se oferece como Cordeiro imolado que tira o pecado do mundo.

Na celebração eucarística, renova-se para nós, as comunidades dos amigos de Jesus, a insistência para que sejam estreitados os laços da comunhão com ele. Ouvindo sua Palavra e participando de seu Corpo e Sangue repartidos, entramos em sua intimidade e o Pai nos torna seus amigos. Ter vida eucarística é amar como Jesus amou. Não é simplesmente amar na medida dos seres humanos, o que chamamos de filantropia. É amar na medida de Deus, o que chamamos de caridade. É a capacidade de sair de si e colocar-se no lugar do outro com sentimento de compaixão, ou seja, de solidariedade com o sofrimento do outro. Caridade é ter com o outro uma relação de semelhança e reconhecer-se no lugar em que o outro se encontra.

“Uma Eucaristia que não se traduza em amor concretamente vivido, é, em si mesma, fragmentária” (Bento XVI, Deus caritas est, n. 14). Por esta razão, a Igreja reza: “Deus todo-poderoso… fazei frutificar em nós, o sacramento pascal, e infundi em nossos corações a força desse alimento salutar” (oração depois da comunhão).

O amor é a forma mais alta e mais nobre de relação entre os seres humanos. Consequentemente, o amor deve animar todos os setores da vida humana. Só uma humanidade na qual reinar a “civilização do amor” poderá gozar de paz autêntica e duradoura.

“A Igreja no mundo atual” responde ao desafio de construir um mundo animado pela lei do amor, uma civilização do amor, “fundada sobre os valores universais de paz, solidariedade, justiça e liberdade, que encontram em Cristo sua plena realização”.

A civilização do amor é a aplicação prática, na vida da sociedade, do amor que provém de Deus. Se Deus é amor, temos que colocá-lo como Senhor dessa civilização, mas infelizmente o que vemos é uma luta tremenda para que o contrário aconteça. “Estamos diante de uma realidade mais vasta, que se pode considerar como uma verdadeira e própria estrutura de pecado, caracterizada pela imposição de uma cultura antissolidária, que se configura em muitos casos como verdadeira “cultura de morte” (João Paulo II).

Um lindo e abençoado domingo a todos e em especial a todas as mamães de nossa comunidade.

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