PASTORAL FAMILIAR

Família que reza unida, permanece unida!

Esse é o lema da nossa querida Pastoral Familiar, que ao fim de nossas reuniões, abraçados e agradecidos, falamos em voz alta, pois acreditamos no poder da oração em família. Entretanto o que é a Pastoral Familiar? Qual seria a sua missão e os seus objetivos? Qual a sua estrutura e os seus desafios? Pois bem, é disso que falaremos agora!

A Pastoral Familiar de nossa paróquia completa nesse ano de 2018 os seus quinze anos de serviços pastorais em prol das famílias. Em 2003, foi implantada pelo nosso querido padre Wallace, que foi ajudado por um grupo de irmãos, sobretudo pelo casal Germano e Sandra – primeiro Casal Coordenador Geral dessa tão importante pastoral. Daquela época para os dias atuais, realizamos diversas missões para os irmãos que necessitavam e necessitam de algum tipo de ajuda, seja na preparação ou no acompanhamento dos matrimônios, seja em casos especiais.

A Pastoral Familiar surge como uma resposta da Igreja em favor da família que, agredida, se desestrutura e tem dificuldades de existir, evangelizar os relacionamentos, e formar cidadãos. Já dizia João Paulo II que “o futuro da humanidade passa pela família”. Isso significa que na medida em que descuidamos dessa instituição básica da sociedade que é a família, na medida em que não a reconstruirmos e fortalecermos, na medida em que a deixamos ir à deriva e não lhe dermos condições ótimas de cumprir sua vocação e sua missão, nessa medida, o futuro da humanidade fica ameaçado. A família é essencial para construir um futuro digno para a sociedade humana.

A missão evangelizadora da Pastoral Familiar é a defesa e promoção da pessoa em todas as etapas e circunstâncias da vida e a defesa dos valores cristãos para o matrimônio e os relacionamentos pessoais e familiares.

Os objetivos principais são: formar agentes qualificados, acolher toda família a partir da realidade em que se encontra, santificar os laços familiares, apoiar a família no seu papel educador, promover a missão em família, valorizar os tempos litúrgicos e datas civis, articular o trabalho em conjunto com as outras pastorais e movimentos eclesiais, estabelecer articulações também com forças externas à Igreja.

Podemos considerar a sua estrutura em três setores de atuação com suas realidades próprias:

O Setor Pré-Matrimonial trabalha com a preparação para o Sacramento do Matrimônio e se subdivide em três etapas:

  •  Preparação Remota: articula com a Crisma, jovens, catequese e escola.
  •  Preparação Próxima: evangelizar namorados e noivos.
  •  Preparação Imediata: diálogo com o Padre, Retiro Espiritual, Rito Sacramental e Celebração.

O Setor Pós-Matrimonial trabalha com o acompanhamento da vida da família após o Sacramento do Matrimônio: Oferecer ajuda e formação para recém-casados e grupos familiares, Formação contínua para a vida conjugal, familiar e comunitária e Celebrações Especiais.

O Setor Casos Especiais atende os chamados “casos difíceis”, ou seja, as situações conflitivas, irregulares e especiais: Os casais em segunda união e seus filhos sejam acolhidos, acompanhados e incentivados, conforme sua situação, a participarem da vida da Igreja, segundo as orientações do Magistério. Acompanhar as diferentes realidades das famílias de migrantes, mães e pais solteiros, famílias com filhos deficientes ou drogados, famílias distanciadas da igreja, matrimônios mistos, atenção especial aos idosos, viúvos, casais em segunda união, alcoolismo etc.

Encerro o nosso artigo, sem querer esgotá-lo, apontando para os principais desafios que afligem as famílias nos dias atuais.

“Hoje perfilam-se problemáticas até há poucos anos inéditas, desde a difusão dos casais de fato, que não acedem ao Matrimônio e, às vezes, excluem esta própria ideia, até às uniões entre pessoas do mesmo sexo, às quais não raro é permitida a adoção de filhos. Entre as numerosas novas situações que exigem a atenção e o compromisso pastoral da Igreja, será suficiente recordar: os matrimônios mistos ou inter-religiosos; a família monoparental; a poligamia; os matrimônios combinados, com a consequente problemática do dote, por vezes entendido como preço de compra da mulher; o sistema das castas; a cultura do não-comprometimento e da presumível instabilidade do vínculo; as formas de feminismo hostis à Igreja; os fenômenos migratórios e reformulação da própria ideia de família; o pluralismo relativista na noção de Matrimônio; a influência dos meios de comunicação sobre a cultura popular na compreensão do Matrimônio e da vida familiar; as tendências de pensamento subjacentes a propostas legislativas que desvalorizam a permanência e a fidelidade do pacto matrimonial; o difundir-se do fenômeno das mães de substituição (“barriga de aluguel”); e as novas interpretações dos direitos humanos. Mas, sobretudo no âmbito mais estritamente eclesial, o enfraquecimento ou abandono da fé na sacramentalidade do Matrimônio e no poder terapêutico da penitência sacramental.” (Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização – INSTRUMENTUM LABORIS)

Que a Sagrada Família de Nazaré abençoe as nossas famílias hoje e sempre!