19º Domingo do Tempo Comum
“Coragem, não tenham medo, sou eu” – A fé e a confiança em Jesus nos animam a superar nossos medos e dificuldades.
A Liturgia de hoje, em sua beleza, nos leva a reflexão do quanto Jesus está sempre unido a cada um de nós, como sua Igreja, orando por nós, pois ele é o nosso Emanuel (Deus Conosco).
Na Primeira Leitura (1Rs 19,9a .11-13 a.) podemos ver que nos tempos de crise religiosa e de perseguição, o profeta Elias refaz o caminho de Moisés e peregrina ao lugar da grande experiência religiosa: no monte Horeb.
Ali experimenta a presença de Deus e escuta Sua palavra que confirma sua missão: Elias não pode abandonar a luta. Este texto nos convida a discernirmos a presença do Senhor no “sussurro”, no silêncio, na brisa ligeira.
O Evangelho deste domingo (Mt 14,22-33) nos apresenta o relato da caminhada de Jesus sobre as águas.
O que podemos ver por trás do relato do evangelho de hoje inicia-se na cena inicial (vv.22-27) onde, de maneira simbólica, nos é apresentada a situação em que se encontra a comunidade de Mateus depois da ressurreição de Jesus: a comunidade sente que Jesus está longe, enquanto eles se encontram no meio de dificuldades (tempestade).
As ondas e o mar representam as forças do mal que Deus vence com seu poder. Jesus quem vence a esta força maligna, pois Ele é o Deus-Conosco. Sua manifestação aos discípulos neste episódio tem todas as marcas dos relatos de aparições:
a cena tem lugar de noite, o mesmo que a ressurreição do Senhor;
- Jesus vem ao encontro dos seus;
- os discípulos creem ver um fantasma;
- finalmente, Jesus se apresenta afirmando sua identidade: “Tende confiança! Sou Eu”. Jesus quer dizer aos discípulos:
“Vocês não estão sós nas suas lutas, pois Eu estou sempre presente, pois Eu sou Emanuel, Deus-Conosco. Tenham certeza e consciência disso!”.
O cristão deve ter consciência de que, a partir de Jesus, a vida se põe na oração e a oração se traduz na vida. A vida antes de ser vivida, deve ser rezada. A oração e a ação concreta se nutrem.
A ação sem a oração pode levar alguém a fazer tudo de acordo com seu gosto e não de acordo com o espírito do Senhor, e desiste diante de qualquer dificuldade.
Enquanto a verdadeira fé resiste diante de qualquer dificuldade. Sem a ação, sem traduzir em atos concretos, a oração se tornaria uma fuga da realidade. Deste jeito não seria uma oração, não seria um diálogo com Deus e sim um monólogo consigo próprio.
Quando o instinto básico que nos empurra, na oração, é o desejo de segurança, o significado da fé nos resulta praticamente incompreensível, pois o dinamismo característico dos crentes, dos cristãos não é a segurança e sim a fidelidade.
Também nós, quando nos encontramos no meio da tormenta ou do sofrimento, em perigo iminente de “perder a vida”, muitas vezes nos esquecemos de olhar para o Senhor e de ouvir a Sua voz, e, por isso, começamos a duvidar e a afundar nos nossos problemas.
Se fixarmos o nosso olhar para o Senhor, creio que, como Pedro, os nossos problemas vão se tornar para nós uma estrada, pois só o Senhor é quem pode arrancar-nos do abismo que ameaça devorar-nos, estendendo para nós a sua mão: uma mão poderosa e caridosa.
Leituras do Dia:
1Rs 19,9a.11-13a ; Salmo 84(85); Rm 9,1-5; Mt 14,22-33
TENHAMOS A CORAGEM DE DESCER DA BARCA, O SENHOR SEMPRE NOS ESTENDERÁ SUA MÃO PARA NOS SUSTENTAR E NÃO PERMITIRÁ QUE O MAR NOS ENGULA.
“VEM!” ESSA É A PALAVRA QUE O SENHOR NOS DIZ E A ÚNICA DE QUE PRECISAMOS PARA IRMOS AO SEU ENCONTRO.
ABENÇOADO DOMINGO A TODOS! FELIZ DIA DOS PAIS!

